Lula determina viagem de Múcio à Venezuela após terremotos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um anúncio importante nesta sexta-feira (26). Durante a cerimônia em Itajaí (SC) que marcou o lançamento ao mar do “Cunha Moreira”, terceiro navio da classe Tamandaré, ele determinou o envio do ministro da Defesa à Venezuela.
Lula incumbiu o ministro José Múcio Monteiro de ir à Venezuela nas próximas semanas para discutir como o Brasil pode ajudar o país vizinho após os terremotos. O presidente citou números alarmantes: até aquele momento, eram 589 mortos e mais de 2.850 feridos.
Apoio humanitário ao vizinho
O pedido veio logo antes do discurso principal do evento. Antes de falar sobre defesa nacional, Lula pediu um minuto de silêncio pelas vítimas venezuelanas.
Ele reforçou que Múcio deve viajar à Venezuela com foco no apoio da Defesa brasileira às comunidades atingidas. Não foram detalhadas, porém, as medidas específicas nem a data da viagem.
Fortalecimento das Forças Armadas
Em seguida, diante de militares e convidados civis, o presidente defendeu aumentar significativamente os investimentos em defesa. Segundo ele, é preciso elaborar um projeto estratégico que guie as ações futuras das Forças Armadas.
Lula também enfatizou a necessidade de renovar os equipamentos militares brasileiros, argumentando que esse fortalecimento visa garantir que o Brasil esteja preparado caso surjam crises internacionais inesperadas.
Geopolítica e defesa nacional
O discurso também analisou as tensões geopolíticas globais para justificar essa preparação militar.
“Não queremos guerra ou brigas; não pretendemos invadir ninguém”, declarou o presidente. No entanto, ele alertou: “Estaremos preparados para defender os nossos 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e mais de 215 milhões de habitantes”. Ele citou como exemplos as pretensões dos EUA sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá.
Defesa nacional no programa de governo
Por fim, Lula afirmou que pretende incluir a defesa nacional entre as prioridades do seu programa de governo.
“Pela primeira vez eu vou colocar a questão da defesa nacional num programa de governo”, disse o presidente. A inclusão busca firmar um compromisso público sobre o tipo de segurança que o país deve buscar nos próximos anos.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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