Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos, e senador ironiza: “não tem celular”
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a desafiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a abrir os sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos à Presidência após o debate presidencial da Band. O senador classificou a proposta como “engraçada” e afirmou que Lula “não tem celular”.
O encontro foi o primeiro debate do segundo turno entre os candidatos e começou às 20h15. Lula disse que manterá o desafio até o próximo confronto; Flávio afirmou que não tem nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria abrir os sigilos.
Lula diz que quer apurar acusações de corrupção
À imprensa, Lula afirmou que fez a proposta porque, na avaliação dele, não é possível discutir corrupção sem tomar medidas para esclarecer as acusações. “Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar”, disse.
O presidente declarou que pretende repetir o desafio até o próximo debate e defendeu a abertura dos sigilos para investigar “quem é que faz corrupção nesse país” e “quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país”. Ele chamou as acusações entre adversários de “barata”.
A proposta surgiu durante o debate. Na ocasião, Lula disse que queria que os brasileiros soubessem “quem é ladrão nesse país” e desafiou Flávio, os Bolsonaro e a própria família a abrir contas bancárias e sigilos telefônicos.
Segundo Lula, a medida permitiria que os eleitores avaliassem as acusações de corrupção feitas durante as campanhas e evitaria que a população fosse enganada.
Flávio questiona proposta e acusa Lula
Flávio disse que ficou satisfeito com o próprio desempenho, afirmou ter apresentado propostas e rebatido mentiras. Sobre a ideia de abrir o sigilo telefônico, ironizou que Lula “não tem celular”.
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O candidato do PL afirmou que suas contas estão abertas e que seus bens são declarados à Receita. Ele também disse não ter nada a esconder, mas não respondeu expressamente se aceitaria abrir os sigilos.
Na sequência, Flávio acusou Lula de movimentar recursos fora das próprias contas bancárias. “Eu não tenho absolutamente nada a esconder. Só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre. Não está na sua conta, está em algum outro lugar”, afirmou.
Debate começou às 20h15
O confronto foi promovido pela Band, pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan. Foi o primeiro encontro entre os candidatos no segundo turno, após dúvidas sobre a presença dos dois.
Flávio Bolsonaro chegou por volta das 19h25, e Lula chegou em torno das 19h35. O debate começou às 20h15.
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