Lula defende investigar Moraes, mas evitará explorar tema nas redes
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) tomou conta da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Nos bastidores, aliados do petista são enfáticos em aconselhá-lo a defender a abertura de uma investigação, e que isso seja feito em relação ao próprio filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A movimentação ocorre em meio a um cenário eleitoral que, segundo avaliações internas do PT, mudou de forma drástica.
O núcleo duro do partido, no entanto, enfrenta um dilema. A preocupação é que a crise, que já chegou ao STF, seja usada pelo principal adversário de Lula na disputa presidencial. A alegação de integrantes da campanha é de que o senador opositor vem utilizando os desdobramentos no tribunal para alimentar um viés de confirmação das teorias que o bolsonarismo difunde sobre a corte desde a trama golpista.
Reunião de emergência e freio de arrumação na campanha
Na última quinta-feira (10), o PT convocou uma reunião de emergência para discutir a crise no STF, os impactos para a campanha de Lula e as medidas de reação.
A avaliação interna é de que a conjuntura mudou completamente após a eclosão da crise, e que é preciso um freio de arrumação na campanha.
Após a discussão, a sigla publicou uma resolução interna em que reforça a defesa de uma reforma do Judiciário. O documento também abre caminho para discussões sobre a adoção de mandatos para os ministros do STF e de outras cortes superiores.
Antes mesmo da reunião, Lula já havia recalibrado seu discurso. O presidente passou a cobrar investigações e a quebra “completa” do sigilo do caso do Banco Master. O PT chegou a ir ao STF com essa demanda.
O dilema do PT em meio à crise
O principal questionamento no núcleo duro do PT gira em torno da utilização da crise na disputa presidencial. Há quem veja um risco de que o assunto desvie o foco das propostas de governo e fortaleça o discurso do principal opositor. Por outro lado, integrantes da campanha são enfáticos em aconselhar Lula a defender a abertura de uma investigação, inclusive em relação ao próprio filho, Lulinha.
No entanto, a decisão final sobre como lidar com a crise ainda é motivo de debate dentro do partido.
Enquanto isso, o PT tenta equilibrar a defesa do Judiciário com a necessidade de uma resposta política à crise. A resolução interna publicada após a reunião de emergência é vista como um primeiro passo nesse sentido. A sigla espera que a defesa de uma reforma do Judiciário e a abertura de investigações possam conter os danos à campanha de Lula e evitar que o caso continue a alimentar o discurso da oposição.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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Redação Política
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