Lula defende etanol brasileiro e critica regras da UE em Hanôver: o que muda?

Lula defende etanol brasileiro em Hanôver e critica regras da UE. Saiba como o Brasil já superou metas ambientais e o que preocupa o presidente.

20/04/2026 16:43

2 min

Lula defende etanol brasileiro e critica regras da UE em Hanôver: o que muda?
(Imagem de reprodução da internet).

Lula Defende Biocombustíveis Brasileiros e Critica Regulamento da União Europeia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, defendeu nesta segunda-feira, dia 20, o que ele classificou como uma trajetória pioneira dos biocombustíveis produzidos no Brasil. Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Hanôver, na Alemanha, ele fez críticas ao regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE).

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Vantagens do Etanol Brasileiro em Comparação com a UE

Em sua fala, Lula enfatizou as vantagens do etanol de cana-de-açúcar produzido no país. Segundo ele, este combustível gera mais energia por hectare plantado e possui uma das menores pegadas de carbono globalmente.

O presidente apontou que o etanol brasileiro consegue reduzir emissões em até 90% quando comparado à gasolina. Ele contrastou isso com a meta da UE de atingir 50% de fontes renováveis em sua matriz até 2050, ressaltando que o Brasil já havia alcançado esse patamar em 2025.

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Preocupações com as Novas Regras Ambientais Europeias

Lula destacou que o setor de transporte representa um dos maiores desafios para a descarbonização na Europa. Contudo, ele expressou preocupação com a revisão do regulamento de biocombustíveis da União Europeia.

O mandatário federal alertou que propostas em discussão ignoram práticas de sustentabilidade já estabelecidas no uso do solo brasileiro. Ele mencionou, ainda, um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que entrou em vigor em janeiro, desconsiderando o baixo nível de emissões do processo produtivo nacional baseado em fontes renováveis.

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O Brasil como Potência em Transição Energética

O presidente argumentou que tais iniciativas podem complicar o fornecimento de energia limpa para os consumidores europeus em um momento crucial. Ele afirmou que, embora a elevação de padrões ambientais seja necessária, a forma como isso está sendo feito não é correta.

Lula concluiu defendendo que é preciso adotar critérios que não ignorem as realidades dos produtores brasileiros. Ele reiterou o desejo do país de avançar de uma nação em desenvolvimento para um país desenvolvido, e garantiu que o Brasil não abrirá mão das oportunidades da transição energética global.

Por fim, ele convidou quem busca produzir com energia verdadeiramente limpa e mais barata a considerar o Brasil, pois o país possui espaço e oportunidades para quem deseja apostar no futuro energético.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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