Lula decide não ir à cúpula dos Brics em 2026 para priorizar agenda de campanha

A cúpula ocorrerá em Nova Délhi, enquanto Lula manterá a ida à Assembleia Geral da ONU e será representado pelo ministro das Relações Exteriores.

31/08/2026 09:41

2 min

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente decidiu não participar da cúpula dos Brics de 2026, marcada para os dias 12 e 13 de setembro em Nova Délhi, na Índia. Lula manterá a agenda concentrada em compromissos internos durante o encontro internacional.

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A reunião ocorrerá em um final de semana, período que o petista vem priorizando para cumprir agendas de campanha. Nas mesmas datas, Lula deve participar de comícios na região Sul do país, segundo as informações sobre o planejamento de sua agenda.

Lula manterá compromisso com a Assembleia Geral da ONU

Entre os compromissos internacionais previstos para o período eleitoral, o único do qual Lula não abrirá mão é a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O evento está marcado para 22 de setembro, segundo fontes na diplomacia brasileira.

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A decisão de comparecer à Assembleia Geral da ONU diferencia o compromisso de outros eventos internacionais previstos para o mesmo período. No caso da cúpula dos Brics, o presidente optou por permanecer no país e priorizar as atividades internas e os comícios programados para a região Sul.

Lula enviará o ministro das Relações Exteriores,, para representá – lo na cúpula em Nova Délhi. A participação brasileira será, portanto, mantida por meio da presença do governo, mesmo sem o comparecimento do presidente.

Diplomacia prevê declaração final sem grandes consensos

A diplomacia brasileira avalia com ressalvas a presidência da Índia nos Brics. A expectativa é de que a declaração final da cúpula seja morna, diante da dificuldade para construir consensos em torno de temas considerados polêmicos.

Um dos pontos de preocupação envolve os moldes da expansão do grupo. Há ressalvas sobre como tratar a ampliação e os assuntos relacionados aos novos integrantes, o que pode limitar a capacidade de negociação entre os países participantes.

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O cenário também é afetado pelo conflito no Oriente Médio. Segundo fontes, o fato de o Irã alvejar Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos inviabiliza o diálogo sobre determinados temas. Os três países são novos membros do grupo.

Com a ausência na cúpula dos Brics, Lula deve evitar palanques divididos durante a campanha e concentrar sua participação pública nas agendas internas. A Assembleia Geral da ONU, marcada para 22 de setembro, permanece como o compromisso internacional preservado pelo presidente.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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