Lula lidera agenda de publicidade no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026

O período oficial das propagandas políticas no primeiro turno das eleições presidenciais começa nesta sexta – feira (28/agois/2026). As inserções em rádios e TVs abertas serão exibidas ao longo dos próximos 35 dias, terminando somente dia 1º de outubro.
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A programação será distribuída diariamente em quatro blocos com duração total de 12 minutos e 30 segundos cada bloco; as exibições ocorrerão às terças-, quintas- e sábados nas emissoras parceiras do sistema eleitoral.
Distribuição diária da propaganda
O tempo é dividido por meio de horários específicos: na rádio, haverá veiculação das 7h às 7h12min30s e novamente no horário do almoço (às 12h); para a TV aberta, os espaços são reservados entre 13h e 13h12min30s, além dos blocos noturnos que vão das 20h 30 até as 20h42min30s.
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A programação segue esse padrão nos dias designados.
Os dois primeiros candidatos em termos eleitorais terão o maior tempo disponível dentro desses quatro blocos diários de propaganda totalizando nove minutos e cinquenta e um segundos — quase três quartos do período máximo permitido por bloco.
Tempo individualizado na disputa presidencial
O presidente (PT) será quem terá mais espaço para propagandas; seu candidato receberá cinco minutos e trinta e um segundos a cada bloco, sendo esta já sua segunda vez liderando os tempos máximos no Planalto desde 2022. Ele recebeu apoio das outras siglas durante essa corrida.
O senador que também é concorrente à Presidência pelo PL – RJ conta com quatros minutos e vinte segundos em blocos de propaganda diária, o que representa uma diferença considerável comparado ao tempo do petista líder.
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Somados aos dois principais nomes na disputa eleitoral —Lula e Flávio Bolsonaro —, eles ocuparão nove minutos e cinquenta e um segundos dos dezesseis disponíveis por dia nos quatro momentos programáticos da semana seguinte às eleições para deputados federais.
Critérios legais definem acesso político
Como os partidos acessam a veiculação?
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu critérios rigorosos. Para ter direito à propaganda, o partido precisa atingir no mínimo 11 deputados federalistas ou comprovar pelo menos 2% de votos válidos em oito estados na eleição anterior. Além desses dois nomes principais —Lula e Flávio —, apenas PSD e Avante conseguiram cumprir as exigências do TSE quanto ao tempo partidário eletrônico disponível para exibição.
Outros grupos políticos ficaram sem acesso aos tempos definidos tanto pela rádio quanto pela TV aberta; entre eles estão Novo, Missão, PCB, UP, PCO, PSTU, PRTB, DC e Democrata. O cálculo geral considera a tabela que representa o tamanho das bancadas dos partidos federais no Congresso Nacional.
Detalhes da distribuição de propaganda
O mecanismo legal por trás do horário eleitoral
A lei determina uma divisão específica: 10% do período total deve ser distribuído igualmente para todos os partidos ou federações alcançando a cláusula mínima estabelecida pelo TSE. Os restantes 90% serão divididos proporcionalmente ao número de deputados federalistas votantes pela coligação partidária em questão, seguindo as regras definidas na Lei Eleitoral.
Em relação às inserções curtas (spots), o presidente Lula terá um volume significativo com quatrocentos e trinta e quatro anúncios diários de três segundos; isso representa média superior a treze por dia nos quarenta dias totais.
Custo da propaganda política
O horário eleitoral é gratuito para os cofres públicos?
Apesar do nome popular sugerir gratuidade total aos recursos estatais, não é esse o caso dos pagamentos envolvidos no sistema. Os partidos políticos ou candidatos em si não arcam financeiramente pela veiculação das propagandas. Contudo, as emissoras abertas recebem uma compensação fiscal pelo espaço que cedem ao serviço público nacional.
Na prática, portanto, quem custeia essa operação são todos os contribuintes por meio de renúncia na arrecadação da União.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



