Lula critica agronegócio sobre falta de fábricas de fertilizantes
Lula denuncia falta histórica de investimento do agronegócio em fertilizantes nacionais após crise global.
O presidente Lula criticou o histórico desinteresse do agronegócio brasileiro por desenvolver fábricas de fertilizantes no país inteiro durante uma cerimônia realizada nesta quinta – feira, dia 26 de junho de 2026.
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Em Três Lagoas (MS), onde foi assinada a conclusão das obras da UFN – III — Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III —, ele apontou que os grandes produtores nunca se preocuparam com insumos nacionais porque era muito mais barato importar produtos estrangeiros.
Críticas sobre dependência e preços globais
O presidente destacou como o cenário mudou drasticamente após impactos causados pela guerra em curso no Oriente Médio. Segundo Lula, essa instabilidade internacional fez subir dramaticamente os custos dos fertilizantes na cadeia global desses materiais essenciais.
“Muita gente do agronegócio nunca se preocupou que a gente tivesse fábrica de fertilizantes aqui porque era muito barato importar,” declarou durante evento da Petrobras. Ele reforçou ainda: “Era tão fácil trazer por fora que foram fechadas as fábricas… tanto é que esta unidade estava paralisada”.
A dependência brasileira desse insumo externo também foi evidenciada pelos números; o país importou quase 90% do material necessário para plantações em todo ano de 2025, tornando – se um dos maiores compradores mundiais.
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Impacto econômico e função no campo. O uso desses fertilizantes vai além da simples nutrição das plantas. Eles são vitais porque reabastecem os nutrientes essenciais perdidos pelo solo a cada colheita.
Em termos práticos na agricultura brasileira, esses insumos servem também para corrigir acidez natural do terreno e aumentar o rendimento por área cultivada; isso permite produzir mais alimentos sem que seja necessário desmatar novas áreas de terra vermelha ou verde em outras regiões.
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Plano Petrobras busca retomar produção nacional
A reinicialização dos trabalhos com as obras UFN – III faz parte de um plano maior desenhado pela estatal Petróleo Brasileiro SA., objetivo é avançar novamente no fornecimento desses produtos vitais ao setor agropecuário brasileiro.
O empreendimento estava parado há 12 anos, mas agora está sendo retomado para fortalecer a capacidade produtiva do país.
Essa iniciativa segue uma série de reativações: já foram iniciadas novas produções nas unidades Fafen – BA (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados) na Bahia em janeiro de 2026 e também houve o retorno da operação das instalações Fafen – SE, localizadas em Sergipe, que reiniciaram seus trabalhos ainda em dezembro de 2025. Em abril deste anoa empresa ativou novamente Ansa Araucária Nitrogenados SA., no Paraná.
Metas futuras para suprir a demanda
Com esses novos empreendimentos operando ou planejados pela estatal Petrobras, projeta – se atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia nos próximos anos. Atualmente, o fornecimento da companhia cobre aproximadamente 20%** total das necessidades internas.
O presidente Lula fez um alerta contundente sobre as consequências financeiras dessa dependência externa; ele afirmou que os preços dos fertilizantes chegaram em alta taxa – chegando até subir 60% durante momentos críticos na guerra no Oriente Médio. Para Luiz Inácio Lula da Silva, pagar por insumos produzíveis internamente é uma “irresponsabilidade” e transfere custos globais para a mesa do consumidor brasileiro comum.
A previsão de operação comercial completa desta unidade UFN – III ainda está marcada para o ano de 2029.