Linha Uni: trens da Alstom trazem novidades para o metrô de São Paulo

Trens da Linha 6-Laranja têm corredor central amplo, frenagem regenerativa e preparo para operar sem condutor.

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Um dos 22 trens da Linha 6-Laranja (Willian Moreira) | Foto: Reprodução

A experiência de viajar nos trens da Linha Uni, a Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, vai misturar o familiar e detalhes técnicos inéditos para os passageiros, que verão as portas se abrirem nesta quinta-feira (2).

Nesta primeira fase, a operação começa em apenas seis das 15 estações planejadas.

Design funcional: curvas em túneis e corredores centrais

Os vagões são produzidos pela Alstom. Embora sejam parecidos com os trens da Hyundai Rotem que circulam na Linha 4-Amarela, há diferenças notáveis no acabamento.

A carroceria tem formato levemente trapezoidal, o que não é uma escolha estética, mas uma exigência de segurança para circular pelos túneis da Linha Uni, que têm curvas com raio mínimo de 300 metros.

Detalhes internos: acessibilidade e economia energética

Ao entrar no salão do trem, outro detalhe prático chama a atenção. Os bancos foram instalados ao longo das laterais dos vagões, criando assim um amplo corredor central livre entre os assentos disponíveis na área útil.

A solução é comum em sistemas de alta capacidade porque facilita a circulação dos passageiros, mas reduz o número de lugares sentados em comparação com a Linha 4-Amarela.

Operação e tecnologia avançadas

Em termos tecnológicos operacionais, o sistema segue rigorosamente padrões automatizados. Os trens estão preparados para operar no GoA 4 — considerado o nível máximo da automação ferroviária —, dispensando um operador humano durante as condições normais do serviço.

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No entanto, é importante notar que essa autonomia total só será ativada após a operação comercial ter pleno início; na fase transitória inicial os vagões serão conduzidos manualmente pelos responsáveis. Além disso, em uma melhoria de acessibilidade inédita nos trilhos paulistanos metroviários, foram instalados intercomunicadores de emergência também numa posição compatível com usuários utilizando cadeira de rodas, permitindo contato direto sem depender dos colegas passageiros.

Sustentabilidade e velocidade

Os trens alcançam até 90 km/h.

Para economizar energia, o sistema usa a frenagem regenerativa: ao frear, os motores passam a gerar eletricidade, que é devolvida à rede que alimenta a composição.

Segundo informações fornecidas pela Alstom, esse processo de recuperação energética é responsável por cerca dos 95% das manobras de freada realizadas pelos vagões.

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