Sánchez com Lula, Milei com Flávio: como os líderes mundiais se dividem na eleição

Líderes de diversos países tomaram partido na disputa presidencial brasileira após o primeiro turno e se dividiram entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação foi feita por Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN, no Bastidores CNN da sexta-feira (23).
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Segundo Martins, a comunidade internacional acompanha de perto as eleições, e as manifestações públicas de apoio seguem uma linha ideológica bem definida. “Aqueles líderes que são progressistas, que têm uma visão de esquerda, apoiam o presidente Lula (PT). E aqueles que são mais conservadores, mais à direita, tendem a apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL)”, disse o analista.
Sánchez apoia Lula; Netanyahu e Milei ficam com Flávio
No campo de Lula, o nome de maior peso é o de Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha. Também declararam apoio ao petista políticos democratas dos Estados Unidos e representantes da esquerda europeia.
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Flávio Bolsonaro, por sua vez, recebeu o respaldo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e de Javier Milei, presidente da Argentina.
Donald Trump não chegou a declarar apoio formal a nenhum dos dois candidatos. O presidente norte-americano, porém, elogiou o desempenho de Flávio no primeiro turno e classificou o resultado como “uma vitória muito grande” para o senador. “A ênfase nas declarações de Donald Trump se dá por conta das relações conturbadas entre Brasil e Estados Unidos nos últimos anos”, explicou Martins.
Relação com os Estados Unidos divide os candidatos
De acordo com o analista, a relação com Washington deve ocupar posição central na política externa brasileira, a depender de quem vencer as eleições. Os dois candidatos têm visões distintas sobre o tema.
Se for reeleito, Lula pretende manter uma política de autonomia em relação aos Estados Unidos. Isso inclui reagir à decisão do governo americano de classificar grupos criminosos brasileiros como entidades terroristas. O presidente também defende equilíbrio nas relações do Brasil com Estados Unidos, Europa e China.
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Flávio Bolsonaro, por outro lado, prega um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos e afirmou que adotaria a mesma medida americana, classificando organizações criminosas como grupos terroristas. Ainda assim, o senador sinalizou que pretende manter boas relações com a China, reconhecendo a importância do país asiático para o comércio exterior e para a economia brasileira.
Editoria:
Redação Política
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