Líder supremo do Irã concentra poder político e militar após Revolução Islâmica de 1979

A estrutura de poder do Irã foi moldada após a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia e estabeleceu um sistema que combina elementos de uma teocracia com uma república. Atualmente, o líder supremo detém o cargo mais alto do Estado, concentrando os principais poderes políticos e militares nas suas mãos.
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No topo da hierarquia está o líder supremo, que atua como chefe de Estado e comandante – em – chefe das Forças Armadas. Além disso, ele exerce controle sobre a polícia nacional e a polícia da moralidade. O líder também é responsável por nomear metade dos 12 membros do Conselho dos Guardiões, enquanto a outra metade é escolhida pelo Parlamento iraniano.
Funções do Conselho dos Guardiões
O Conselho dos Guardiões, composto por 12 juristas, tem a tarefa de supervisionar as atividades do Parlamento. Esse órgão avalia se as leis aprovadas estão em conformidade com a sharia e pode exigir revisões em projetos legislativos. Também cabe ao conselho aprovar candidatos para o Parlamento, a Presidência e a Assembleia dos Especialistas, podendo barrar determinadas candidaturas.
A Assembleia dos Especialistas é formada por 88 juristas eleitos pela população, que devem ser previamente aprovados pelo Conselho dos Guardiões. Essa assembleia possui o dever de fiscalizar o líder supremo, mas seu funcionamento é opaco: reúne – se apenas uma vez ao ano durante uma semana e realiza sessões secretas, sem registros públicos de contestação às decisões do líder.
Poder executivo e legislativo no Irã
O presidente do Irã é eleito como chefe do governo e responde diretamente ao líder supremo. Seu mandato dura quatro anos, com possibilidade de reeleição por mais um período consecutivo. As responsabilidades do presidente incluem implementar políticas definidas pelo líder supremo e conduzir as relações diplomáticas do país.
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O Parlamento iraniano conta com 290 membros, também eleitos para mandatos de quatro anos. Suas funções incluem elaborar projetos de lei, ratificar tratados internacionais e aprovar o orçamento nacional. As sessões parlamentares são abertas ao público e os debates são transmitidos pela mídia.
Forças armadas e segurança interna
No campo da segurança, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se destaca como uma unidade militar de elite responsável pela defesa do regime. Com um efetivo entre 150 mil e 190 mil integrantes, essa força abrange Exército, Marinha, Força Aérea e um setor de inteligência próprio.
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Associada à Guarda Revolucionária está a Basij, que atua como um braço voluntário da corporação, encarregada de fiscalizar o cumprimento da moral islâmica entre a população.
Funeral de Ali Khamenei em Teerã
Dezenas de milhares de iranianos se reuniram em Teerã no sábado (4) para o funeral do aiatolá Ali Khamenei, falecido no início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O correspondente da CNN esteve presente na cerimônia, transmitindo imagens exclusivas diretamente da capital iraniana.
O caixão de Khamenei foi colocado sobre um palco montado em um complexo de orações ao ar livre. A multidão presente demonstrou intensa emoção durante o evento, entoando cânticos e muitos estavam em lágrimas. Fred Pleitgen conversou com participantes que expressaram sentimentos variados entre tristeza profunda e raiva direcionada aos Estados Unidos.
“Eu asseguro que não vamos deixá – los ter uma boa noite de sono”, afirmou um dos presentes ao funeral. Outro participante compartilhou sua conexão emocional com Khamenei: “Ele foi um pai para mim. Eu o amei até mais do que ao meu próprio pai.” A cerimônia fúnebre deve continuar até a data prevista para o sepultamento do líder supremo.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



