Líbano em crise: Queima de terras e glifosato alertam a ONU! 🚨 Em 1º/02/2026, níveis alarmantes de glifosato no Líbano geram horror. “Ecocídio” e ameaça do regime israelense expostas. Saiba mais!
Em 1º de fevereiro de 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) foi alertada sobre uma grave queixa relacionada ao uso de substâncias químicas em vilarejos fronteiriços do Líbano. O ataque, que atingiu comunidades rurais, revelou níveis alarmantes de glifosato no solo e na água – 20 a 30 vezes acima dos limites internacionais estabelecidos.
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O glifosato, um herbicida conhecido por seus potenciais efeitos cancerígenos e danos ambientais, levanta sérias preocupações sobre as ações do regime israelense.
Especialistas acreditam que o uso do glifosato na região tem como objetivo criar uma “zona tampão” no sul do Líbano, visando destruir plantações e matas para facilitar a vigilância militar e afastar o grupo Hezbollah. As autoridades libanesas classificaram a ação como “ecocídio”, devido à sua capacidade de comprometer a fertilidade do solo e a biodiversidade local.
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A situação se agrava com a recente ordem executiva do governo dos Estados Unidos, assinada pelo então presidente Donald Trump, que define o glifosato e o fósforo como materiais essenciais para a segurança nacional.
Essa nova regra permite que agências americanas ignorem burocracias para garantir a produção e o fornecimento do glifosato, justificando a medida pela necessidade de manter a estabilidade da cadeia de abastecimento de alimentos e a produtividade agrícola.
No entanto, movimentos populares e organizações de direitos humanos denunciam que a verdadeira motivação é a manutenção do maquinário de guerra e o uso dessas substâncias como arma química, violando tratados internacionais. Ribeiro, pesquisadora da Anistia Internacional, destaca que a empresa Bayer, principal produtora do glifosato, se beneficia diretamente com essa ordem, limitando a responsabilidade da empresa por processos judiciais nos Estados Unidos.
Jan Pehrke, ativista da Coalizão contra os Perigos da Bayer, avalia que o governo dos EUA busca incorporar essas substâncias ao arsenal militar do país. Ele relata que o glifosato está sendo usado pelo Exército israelense para destruir terras agrícolas no sul do Líbano, enquanto o fósforo, base do glifosato, também está sendo utilizado nesse contexto.
O Monitor de Direitos Humanos Euro-Mediterrâneo reporta que 9 mil hectares de terras agrícolas foram tornados inutilizáveis devido ao uso de pesticidas e seus componentes.
Sílvia Ribeiro lembra que o desenvolvimento dos agrotóxicos está intrinsecamente ligado à indústria da guerra. Muitos agrotóxicos têm origem bélica e foram usados em conflitos armados, sendo posteriormente diluídos para uso na agricultura. O uso de fósforo branco no Líbano já foi denunciado por organizações internacionais, incluindo a Anistia Internacional, e é proibido pela Convenção sobre o Uso de Certas Armas Convencionais.
A “guerra herbicida” no Vietnã, com o uso de 80 milhões de litros de venenos agrícolas, serve como um exemplo histórico do potencial destrutivo dessa prática militar.
O glifosato é o agrotóxico mais utilizado no Brasil, respondendo por cerca de 33% do total de venenos no país em 2023, principalmente nas lavouras de milho e soja. Em dezembro de 2025, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos, em conjunto com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva e o Instituto de Defesa de Consumidores, protocolou um ofício à Anvisa, solicitando a reavaliação e suspensão do uso do glifosato devido a evidências de sua toxicidade, incluindo um artigo da revista Regulatory Toxicology and Pharmacology que minimizava os efeitos do veneno.
A retratação do editorial científico veio após a imprensa britânica revelar a interferência de empresas farmacêuticas na sua elabor頭。 A Anvisa, influenciada por esse artigo, manteve a liberação do glifosato em 2020. No entanto, a OMS já havia mudado a classificação do glifosato para “provável cancerígeno em humanos e animais” em 2015, e estudos posteriores confirmaram sua alta toxicidade como cancerígeno, disruptor neurológico e hormonal.
Ribeiro enfatiza que o Brasil deveria proibir o uso do glifosato, assim como em outros países, devido à sua disseminação global e aos seus efeitos nocivos na saúde humana e no meio ambiente.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.