Paulo Skaf critica governo federal e defende liberdade nas negociações trabalhistas

Paulo Skaf critica governo federal por falta de clareza sobre a escala 6×1 e defende liberdade nas negociações trabalhistas. Entenda suas declarações!

25/04/2026 07:11

2 min

Paulo Skaf critica governo federal e defende liberdade nas negociações trabalhistas
(Imagem de reprodução da internet).

Críticas de Paulo Skaf sobre a condução do governo federal

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, expressou sua insatisfação com a maneira como o governo federal tem tratado as discussões sobre o possível fim da escala de trabalho 6×1. Em uma entrevista à CNN Brasil na última sexta-feira (24), Skaf descreveu a abordagem do governo como opaca e sem clareza.

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De acordo com Skaf, o governo não possui a estrutura financeira necessária para intervir em questões trabalhistas. “O governo não tem nem estrutura, ele é um endividado para ficar falando em ajudar aqui ou ali. Esse paternalismo, a sociedade não precisa”, declarou.

Ele também ressaltou que, ao contrário do que se costuma afirmar, a escala 6×1 é mais comum em grandes empresas do que em micro e pequenas. “Ele deveria saber que a maior parte das empresas que têm 6×1 são as grandes empresas, não são as micro e pequenas.

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Então, sempre a discussão do governo não é transparente”, acrescentou.

Defesa da liberdade nas negociações trabalhistas

Skaf defendeu a necessidade de maior liberdade nas negociações trabalhistas, alertando que a rigidez nas leis pode resultar em um aumento da informalidade. “Exatamente com esses engessamentos, acaba o trabalhador querendo fazer e como está engessado por lei, acaba entrando no campo da informalidade”, explicou.

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Além disso, ele questionou a inclusão de escalas de trabalho na Constituição Federal. “Em país nenhum do mundo, a escala de trabalho está na Constituição Federal. Eu quero saber qual é o país do mundo que a Constituição fala como devem trabalhar os setores e os trabalhadores”, indagou.

O presidente da Fiesp enfatizou que o foco da reforma trabalhista deveria ser a priorização da negociação em detrimento da legislação. “O princípio da reforma trabalhista é deixar menos legislar e mais negociar. É o negociado tomar o espaço legislado.

O que nós estamos fazendo aí é engessar até a escala de trabalho. É um absurdo”, concluiu.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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