Bloqueio no Mar Vermelho: Irã ameaça e EUA dizem que comércio com o país parou?

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19/04/2026 19:46

4 min

Bloqueio no Mar Vermelho: Irã ameaça e EUA dizem que comércio com o país parou?
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão no Oriente Médio: Bloqueio Naval e Ameaças de Obstrução no Mar Vermelho

A tensão geopolítica escalou nesta quarta-feira, dia 15, com um bloqueio naval intensificado contra o Irã. Em retaliação, a República Islâmica ameaça obstruir as exportações no Mar Vermelho. O Comando Central dos Estados Unidos comunicou nas redes sociais que o bloqueio foi “plenamente aplicado”, alegando que as forças americanas “interromperam completamente o comércio econômico que entra e sai do Irã pelo mar”.

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Divergências sobre o Cenário Marítimo

No entanto, os dados de rastreamento marítimo coletados na terça-feira pintavam um quadro menos conclusivo. Parecia que diversos navios haviam deixado portos iranianos, levantando dúvidas sobre a totalidade do bloqueio anunciado.

A Passagem Estratégica e as Ameaças Iranianas

A passagem estratégica tem sido bloqueada pelas forças iranianas desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, data dos primeiros ataques coordenados por Israel e Estados Unidos contra o Irã. Nesta quarta-feira, o Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, área onde não possui acesso territorial direto, mas cujo fluxo pode ser interrompido pelo grupo Houthis do Iêmen, aliado de Teerã.

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O general Ali Abdollahi Aliabadi, chefe do comando central das Forças Armadas iranianas, alertou que se Washington prosseguir com o bloqueio marítimo, criando insegurança para os petroleiros e navios comerciais do Irã, isso seria um “prelúdio” de uma violação do cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

Ele reforçou que as Forças Armadas da República Islâmica não permitirão qualquer comércio no Golfo Pérsico, no Mar de Omã ou no Mar Vermelho.

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Impactos Econômicos e Negociações Diplomáticas

Analistas apontam que, com o bloqueio, Trump busca não apenas restringir as receitas iranianas, mas também pressionar a China, principal compradora de petróleo do país. O presidente magnata teria solicitado a Xi Jinping que não fornecesse armamentos ao Irã, o que foi confirmado pelo líder chinês em entrevista ao canal Fox Business nesta quarta-feira.

Apesar disso, Trump mencionou em declarações ao jornal New York Post na terça-feira a possibilidade de retomar negociações de paz com o Irã em “os próximos dois dias”, após o insucesso da primeira rodada de conversas no fim de semana anterior.

Um funcionário de alto escalão do governo estadunidense confirmou nesta quarta-feira que as tratativas continuam, desmentindo rumores de que Washington aceitara estender a trégua por duas semanas.

O Foco no Programa Nuclear

A disputa de décadas sobre o programa nuclear iraniano permanece o fator central que condiciona qualquer acordo entre Estados Unidos e Irã. O vice-presidente estadunidense, JD Vance, mencionou que um “grande acordo” foi proposto à República Islâmica.

Trump havia iniciado o conflito alegando que o Irã estava próximo de desenvolver uma bomba atômica, o que não é corroborado pelo órgão de controle nuclear da ONU.

Teerã mantém que seu programa nuclear possui fins estritamente civis. Segundo a imprensa estadunidense, os EUA pediram uma suspensão de 20 anos para o enriquecimento de urânio durante as conversações em Islamabad. Em contrapartida, o Irã propôs cinco anos de suspensão das atividades nucleares, uma oferta rejeitada pelos representantes americanos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reafirmou nesta quarta-feira, dia 15, que o direito de Teerã de enriquecer urânio é “indiscutível”, embora o nível desse enriquecimento seja “negociável”. Ele enfatizou que ninguém pode retirar o direito pacífico de uso da energia nuclear do Irã, seja por coação ou guerra.

A Situação no Líbano e a Pressão por Soluções

Em outra frente de tensão, Washington pressiona pelo fim do conflito no Líbano, temendo que a situação ameace o cessar-fogo de duas semanas com o Irã e a busca por uma solução pacífica. O Líbano foi envolvido na guerra em 2 de março, quando o Hezbollah abriu um novo frente contra Israel.

Embaixadores dos dois países se reuniram na terça-feira em Washington para as primeiras conversações diretas de alto nível desde 1993, com a mediação do Qatar. O Departamento de Estado informou que todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas em um local e momento mutuamente acordados.

O porta-voz do governo israelense, David Mencer, declarou nesta quarta-feira que é uma “verdadeira oportunidade histórica para acabar com décadas de domínio do Hezbollah sobre o Líbano”.

Mencer, contudo, insistiu que não há negociação de cessar-fogo com o grupo xiita. Israel ocupa partes do sul do Líbano e se mantém firme contra qualquer trégua nos combates com o Hezbollah, alegando que o grupo permanece sendo o principal obstáculo para a paz na região.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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