Levy diz que Flávio “liderará a oposição contra Lula” dos EUA e atribui a saída a Marco Rubio
Segundo Levy, a saída do ex-candidato da extrema direita brasileira teria sido articulada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Mexicano atribui a Marco Rubio a operação
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu o empresário.
Levy também disse que “o regime autoritário do Brasil ficará furioso”. Na mesma publicação, afirmou que “Lula seguiu o conselho do ex-presidente mexicano López Obrador, transformando seu governo em um regime cada vez mais autoritário que buscou prender (Flávio) Bolsonaro”.
A referência a López Obrador (2018-2024) chama a atenção por um motivo: o próprio Levy trabalhou no governo do ex-presidente mexicano, entre dezembro de 2018 e maio de 2019, como subsecretário de Turismo.
Derrota para Lula e saída do Senado em fevereiro de 2027
Flávio perdeu a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no último domingo (25/10) com 51,79% dos votos válidos no segundo turno. O representante da extrema direita ficou com 48,21% das preferências.
Com a derrota, Flávio deverá perder o foro privilegiado que hoje tem como senador, já que o mandato termina em fevereiro de 2027. A partir de então, as investigações que ele responde na Justiça podem mudar de status, de acordo com a legislação brasileira.
Ao deixar o Senado Federal, ele ficará sem cargo eletivo e sem imunidade parlamentar pela primeira vez em 24 anos de carreira política.
PF cobra passaporte e investiga dois casos
Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seu passaporte e o proibiu de deixar o país. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador responde, no momento, a ao menos dois inquéritos da PF. Um deles apura supostos repasses do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A outra investigação mira suspeitas de lavagem de dinheiro com empresas financeiras, casas de apostas e outras operações feitas em sociedade com o advogado Willer Tomaz. Essa apuração inclui uma possível conexão com o esquema de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A defesa do senador nega a prática de ambos os ilícitos.
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