A frase “A morte tocará com suas asas” ajudou a criar a lenda da maldição de Tutancâmon

A abertura da tumba de Tutancâmon, em 16 de fevereiro de 1923, ajudou a transformar o interesse por artefatos egípcios na lenda de uma suposta maldição contra quem perturbasse o faraó. A descoberta foi feita por Howard Carter, no Vale dos Reis, durante uma expedição financiada pelo aristocrata britânico George Herbert, lorde de Carnarvon.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A história da maldição ganhou força após mortes de pessoas ligadas à exploração do túmulo. Anos depois, um estudo no British Medical Journal apontou que a expectativa de vida da população ocidental residente no Egito entre 1920 e 1930 era de 44 anos, patamar compatível com a idade média dos integrantes da escavação quando morreram.
O que havia na tumba de Tutancâmon
Em 16 de fevereiro de 1923, arqueólogos e integrantes da imprensa autorizada acompanharam a abertura da câmara funerária. A tumba era a mais bem conservada encontrada até então, e a catalogação dos objetos da antecâmara havia levado meses.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O faraó estava mumificado dentro de um caixão de ouro maciço. A tumba também guardava uma máscara mortuária de ouro cravejada de pedras preciosas, colares, anéis, amuletos, guirlandas de flores entre camadas de linho e as adagas favoritas de Tutancâmon.
Uma inscrição atribuída à entrada da tumba ou ao interior do sarcófago, conforme diferentes versões, teria dado origem à lenda: “A morte tocará com suas asas aquele que perturbar o sono do faraó.”
As mortes alimentaram a lenda
O lorde de Carnarvon morreu no início de abril, depois de ser picado por um mosquito e contrair uma doença sanguínea enquanto estava hospedado em Luxor, perto do rio Nilo. Antes disso, no final de fevereiro, ele e Howard Carter haviam se desentendido, e a expedição foi interrompida.
Outras mortes ligadas à exploração também foram noticiadas. O radiologista Archibald Douglas Reid morreu de doença desconhecida em 1924; AC. Mace, integrante da expedição, morreu envenenado por arsênico em 1928; e Richard Bethell, secretário de Carter, morreu em 1929, sob suspeita de assassinato.
Leia também
Howard Carter morreu em 1939 de linfoma de Hodgkin, que teria sido diagnosticado anos antes, depois da abertura do sarcófago. As fatalidades reforçaram a crença em uma maldição, enquanto fungos, bactérias e doenças comuns na região foram apontados como possíveis explicações para as mortes.
A descoberta também inspirou filmes
O interesse por artefatos e fósseis egípcios ganhou espaço em livros, séries e filmes ao longo do século XX. Em ‘A Múmia’ (1999), o diretor Stephen Sommers afirmou, na edição comentada do longa: “A maior parte desse filme é baseada em mitos e lendas reais.
Mesmo sendo uma história sobre um cadáver de 3 mil anos que anda e fala, queríamos que fosse o mais real e factual possível.”
‘A Múmia’, de 1932, dirigido por Karl Freund, acompanha um sacerdote mumificado que volta à vida após uma expedição arqueológica. A história ganhou um reboot em 1959, dirigido por Terence Fisher.
Um novo capítulo baseado no filme com Brendan Fraser chegará aos cinemas em 2027. A lenda que ajudou a alimentar o imaginário em torno da franquia surgiu após a abertura da tumba de Tutancâmon.
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



