TSE define Lula com maior tempo na campanha eleitoral de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta – feira, dia 20 de agosto de 2026, a distribuição detalhada das propagandas eletrônicas gratuitas que cada partido terá em rádios e TVs abertas entre 28 de agosto e 1º de outubro.
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Segundo os cálculos do TSE, Luiz Inácio Lula da Silva será novamente apontado como candidato com maior tempo eleitoral no Planalto, recebendo blocos diários equivalentes a cinco minutos e trinta e um segundos por bloco; é já sua segunda vez liderando o ranking nesse período.
Os dados também esclarecem as regras para cálculo desse tempo nas eleições futuras.
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Como foi calculado o Tempo Eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral baseou – se na tabela que representa o poder político dos partidos em termos federais ao determinar esses tempos. Para 2026, foram considerados mais de quinhentos deputados federais pertencentes aos diversos grupos políticos, seguindo os requisitos estabelecidos pela lei partidária sobre acesso ao fundo eleitoral e à veiculação televisivarádio.
A distribuição do espaço segue uma regra clara: dez por cento é distribuído igualmente entre todos os times ou confederações políticas atingiram a cláusula mínima; enquanto noventa por cento restante deve ser dividido proporcionalmente com relação ao número total de bancadas parlamentares conquistadas pelas coligações na Câmara dos Deputados Federales.
Distribuição para Lula Bolsonaro e outros partidos
Luiz Inácio Lula da Silva terá cinco minutos, trinta e um segundos em cada bloco diário. O senador candidato (PL – RJ) receberá quatro minutos e vinte segundos no mesmo formato blocosdiários — tempo que fica quase dois minutos mais curto do quanto o petista recebe.
Os dois principais concorrentes somarão nove minutos e cinquenta e um segundos; esse valor representa 78,8% de todo os doze minutos e trinta segundos disponíveis por período eleitoral dedicado à propaganda partidária.
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Outros grupos também tiveram tempos definidos: só se restringe a ter direito ao espaço quem atingiu critérios rigorosos exigindo pelo menos onze deputados federais ou representar mínimo de duas porcento dos votos válidos em setembro estados na votação anterior.
Caiado terá vinte e dois segundos no bloco diário disponível para sua campanha enquanto outro candidato conta com apenas trinta e cinco segundos.
Por fim, vários partidos ficaram sem tempo definido nas emissoras abertas neste ciclo: Novo Missão PCB UP PCO PSTU PRTBInserções extras: o detalhamento da veiculação
Além dos blocos principais de propaganda eleitoral gratuita por rádio ou TV aberta em cada dia do período (que totaliza 35 dias), há também as inserções. O presidente Lula terá um volume significativo dessas peças, somando quatrocentos e trinta e três vezes com duração média de treenta segundos.
Isso significa uma frequência diária que chega a cerca de doze unidades; Flávio Bolsonaro acumulará trezentas e trinta e nove inserções totais — pouco menos diariamente comparado ao petista. Caiado contará com aproximadamente quatros vírgula seis insersões médias no cotidiano durante os quase vinte meses eleitorais completos para o Planalto.
Já Augusto Cury receberá totalizando setenta cinco propagandas em todo período determinado pelo TSE.
Histórico: quem mais teve tempo na disputa
A matéria ainda fez um paralelo histórico, mostrando como foi desde as eleições que ocorreram a partir de 1994 até hoje. Em oito disputas presidenciais nesse intervalo, foram justamente CINCO dos candidatos líderes do horário eletrônico que acabaram sendo escolhidos pela população brasileira.
O PT e também (PSDB) já lideraram esse ranking no passado; por exemplo, durante os pleitos de 53% com FHC venceu novamente o Planalto nos anos noventa ou em duas mil dois.
Em resumo sobre custos: embora seja chamada popularmente de “gratuita”, essa veiculação não custa diretamente aos cofres públicos porque partidos nem mesmo pagam pelo espaço cedido pelas emissoras abertas. Contudo, a compensação fiscal recebida pelos canais é bancada na prática através da renúncia arrecadatória do Governo Federal para pagar impostos dos cidadãos que consomem serviços estatais.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



