Leão XIV pede cessar-fogo a Putin para socorrer 1.700 moradores de Oleshky

O papa Leão XIV pediu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, um cessar-fogo que permita a entrada de ajuda e alimentos em Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia. A conversa por telefone ocorreu nesta sexta-feira (16), informou o Vaticano.
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Putin disse que apoia a iniciativa para levar suprimentos a civis e que está disposto a cooperar. O pedido ocorre em meio ao agravamento da crise alimentar na cidade, onde vivem cerca de 1.700 pessoas, entre elas 47 crianças.
Vaticano relata preocupação com a situação em Oleshky
Durante a conversa, Leão XIV expressou “profunda preocupação” com a situação humanitária. A cidade foi tomada pelas forças russas em fevereiro de 2022.
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O pontífice também reafirmou o compromisso da Santa Sé com iniciativas em prol da paz, segundo o Vaticano. Leão XIV e Putin já haviam conversado uma vez, em junho de 2025.
O papa, de 71 anos, está em recuperação no hospital Gemelli, em Roma, após uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão. O Vaticano informou nesta sexta-feira que ele apresenta melhora constante e já consegue trabalhar e realizar suas atividades diárias normais.
Kremlin afirma que Putin apoiou envio de suprimentos
Em comunicado, o Kremlin declarou que Putin apoiou a proposta do Vaticano para ajudar civis em Oleshky. “A intenção do Vaticano de ajudar a criar as condições necessárias para garantir a segurança da população da cidade e organizar o fornecimento de itens essenciais recebeu apoio”, afirmou a nota.
“Ficou acertado que haverá cooperação nessa questão”, acrescentou o comunicado.
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Oleshky ainda abriga cerca de 1.700 moradores
Rússia e Ucrânia acusam uma à outra de bloquear o envio de suprimentos à população da cidade, que as forças ucranianas pretendem retomar. O governo russo reconheceu problemas críticos relacionados a alimentos e suprimentos médicos e afirmou que suas forças militares trabalham para resolvê-los.
Oleshky fica na região de Kherson, na Ucrânia. Antes da guerra, a cidade tinha cerca de 24 mil habitantes; agora, ainda abriga aproximadamente 1.700 residentes, incluindo 47 crianças, segundo Danielle Bell, chefe da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia.
Editoria:
Redação Internacional
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