Kremlin diz que conteúdo importa mais que cerimônia ao comparar visitas de Putin e Trump à China
Kremlin comenta sobre cerimônia na China e relações internacionais
Nesta quarta-feira (20), o Kremlin declarou que não é apropriado comparar a cerimônia realizada na China com as visitas do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, enfatizou que a atenção deve ser voltada para o conteúdo das interações. “Há um ponto válido em comparar o conteúdo”, afirmou Peskov ao repórter Pavel Zarubin, da televisão estatal.
Ele destacou que, embora nem sempre seja fácil fazer comparações, o valor principal reside no conteúdo e não nos aspectos cerimoniais.
A declaração de Peskov foi feita durante a visita de Putin a Pequim, poucos dias depois da passagem de Trump pela China. No poder há mais de duas décadas, Putin vê na relação com Xi Jinping uma das prioridades de sua política externa.
Durante esse período, a cooperação entre Rússia e China se expandiu em diversas áreas, como comércio, energia, segurança e diplomacia, impulsionada pela desconfiança em relação aos EUA e pela amizade próxima entre os dois líderes.
Fortalecimento das relações entre Rússia e China
O assessor do Kremlin, Yury Ushakov, mencionou que Putin e Xi devem divulgar uma declaração conjunta que defenda um “novo tipo de relações internacionais”, além de promover um sistema internacional que não seja dominado pelos EUA. Durante a reunião, Putin expressou ao presidente chinês que eles continuarão a desenvolver sua parceria, que, segundo ele, tem resistido ao teste do tempo.
Na cúpula, Xi e Putin elogiaram o progresso nas relações estratégicas entre seus países. Xi Jinping ressaltou a importância de focar em uma estratégia de longo prazo e de promover um sistema de governança global que seja “mais justo e razoável”.
Por sua vez, Putin destacou que as relações entre Rússia e China são fundamentais para garantir a estabilidade global, reafirmando que a Rússia se mantém como um fornecedor confiável de energia, especialmente em meio à crise no Oriente Médio.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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