Kiev é alvo de bombardeio; Rússia alega retaliação
Kiev foi alvo de um bombardeio massivo na madrugada desta quinta-feira (2), resultando no número confirmado até agora de pelo menos 13 mortos e cerca de 90 feridos. O ataque atingiu infraestrutura vital da capital ucraniana; o Ministério da Defesa russo confirmou os disparos, alegando que a ação teria sido uma retaliação contra ataques anteriores realizados pela Ucrânia.
Enquanto relatos locais apontam para mais vítimas — com autoridades estimando hoje em torno de 17 pessoas falecidas —, as Forças Armadas Ucranianas detalharam grande parte do impacto: foram utilizados um total de 496 drones acompanhados por 75 mísseis balísticos no golpe coordenado na defesa aérea nacional.
Escopo e características dos bombardeios
Segundo o comunicado, o ataque se destacou pelo uso simultâneo de diferentes armas. As armas vieram a partir de diferentes direções, combinando grandes números de drones jatos com múltiplos tipos de mísseis balísticos em uma ofensiva coordenada contra alvos estratégicos ucranianos.
O Serviço Estatal de Emergência (SES) está mobilizando equipes para resgate que atuam atualmente em 15 locais distintos pela cidade.
Rússia alega retaliações a instalações industriais
Por sua vez, Moscou afirmou ter lançado ataques massivos contra setores cruciais da indústria defensiva ucraniana. Segundo informações divulgadas pelo Ministério russo, os alvos incluíram centros logísticos militares, unidades energéticas que apoiam fábricas de drones ou armas, além de empresas específicas como Radioniks LLC em Kiev.
“A instalação atingida é crucial para pesquisa e produção,” detalhou o comunicado russo sobre um dos locais afetados na capital. Segundo Moscou, a Radioniks fabrica componentes para os mísseis Fire Point FP-7 e FP-9, para os mísseis Neptune-MD e para projéteis do chamado Projeto Clone.
Resposta a ataques anteriores da Ucrânia
As Forças Armadas russas justificaram os bombardeios como uma resposta direta aos recentes golpes ucranianos. O ataque teria sido motivado por ações contra infraestrutura civil localizada no estado de Nizhny Novgorod, região russa.
Na mesma madrugada, segundo a Rússia, forças ucranianas atacaram áreas civis no país, e cerca de 30 drones foram abatidos na região.
Pressão política internacional persiste apesar dos ataques
Em paralelo à escalada do conflito armado, a pressão diplomática continua alta. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou nesta quinta-feira (2) que Moscou não diminuirá os esforços para aumentar sua influência no cenário global.
Segundo ele, a União Europeia segue no caminho de reforçar a própria identidade de defesa. Peskov também criticou as propostas de Kaja Kallas de novas sanções contra o complexo militar russo.
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Redação Internacional
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