Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru, aposta em segurança e combate à corrupção
Keiko Fujimori, eleita presidente do Peru no segundo turno de 7 de junho, tem como bandeiras de seu Plano de Governo a segurança e o combate à corrupção. Entre as propostas está a criação de centros de comando e vigilância interligados por todo o país, com mapas de criminalidade em tempo real.
O uso de inteligência artificial para análises preditivas também está entre suas sugestões para auxiliar na coordenação de emergências.
Ainda no âmbito da corrupção, Keiko planeja fortalecer os processos de controle orçamentário e ampliar os poderes da Controladoria-Geral da República. Na área econômica, sua proposta inclui a simplificação dos procedimentos que pequenas e médias empresas enfrentam, visando eliminar o que ela considera “custos desnecessários”.
Histórico de Keiko Fujimori
Keiko Fujimori já enfrentou problemas legais em sua carreira política. Em 2017, foi anunciada uma investigação sobre ela por supostamente ter recebido recursos da construtora Odebrecht para financiar suas campanhas presidenciais — algo que a candidata sempre negou.
Em 2018, Keiko foi detida por conta desse caso e ficou presa por 13 meses. Em 2019, após um recurso apresentado pela sua família, o Tribunal Constitucional do Peru autorizou que ela enfrentasse o julgamento em liberdade.
Na sequência, o tribunal anulou o caso e declarou sem efeito o julgamento contra ela por lavagem de dinheiro. Ao apresentar sua candidatura em outubro do ano passado, Keiko afirmou que foi alvo de perseguição política.
Desempenho eleitoral e trajetória política
Keiko fundou o partido Fuerza Popular em 2009, com a intenção de defender o legado do pai, Alberto Fujimori. Segundo Fernando Tuesta, cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Peru, essa iniciativa permitiu que ela mantivesse uma presença constante na política peruana.
O partido alcançou uma média de 15% dos votos ao longo dos anos e permitiu que Keiko disputasse a presidência em 2011, 2016, 2021 e 2026.
Ela chegou ao segundo turno nas eleições de 2011 como parte da chapa Fuerza 2011, obtendo cerca de 48% dos votos contra Ollanta Humala. Em 2016, perdeu novamente no segundo turno para Pedro Pablo Kuczynski com um resultado apertado: 49,880% contra 50,120%.
As eleições de 2021 foram igualmente disputadas; Keiko conquistou 49,874% dos votos enquanto Pedro Castillo obteve 50,126%. Antes de 2026, ela havia perdido três segundos turnos seguidos; em 7 de junho de 2026, venceu Roberto Sánchez por pequena margem.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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