Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru, aposta em segurança e combate à corrupção

Plano de governo prevê centros de vigilância integrados, uso de inteligência artificial e mais poderes à Controladoria.

2 min

Apesar de reconhecer derrota, Keiko Fujimori afirmou que Pedro Castillo venceu de maneira ‘ilegítima’ | Foto: Reprodução
Apesar de reconhecer derrota, Keiko Fujimori afirmou que Pedro C...
▼

Keiko Fujimori, eleita presidente do Peru no segundo turno de 7 de junho, tem como bandeiras de seu Plano de Governo a segurança e o combate à corrupção. Entre as propostas está a criação de centros de comando e vigilância interligados por todo o país, com mapas de criminalidade em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O uso de inteligência artificial para análises preditivas também está entre suas sugestões para auxiliar na coordenação de emergências.

Ainda no âmbito da corrupção, Keiko planeja fortalecer os processos de controle orçamentário e ampliar os poderes da Controladoria-Geral da República. Na área econômica, sua proposta inclui a simplificação dos procedimentos que pequenas e médias empresas enfrentam, visando eliminar o que ela considera “custos desnecessários”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Histórico de Keiko Fujimori

Keiko Fujimori já enfrentou problemas legais em sua carreira política. Em 2017, foi anunciada uma investigação sobre ela por supostamente ter recebido recursos da construtora Odebrecht para financiar suas campanhas presidenciais — algo que a candidata sempre negou.

Em 2018, Keiko foi detida por conta desse caso e ficou presa por 13 meses. Em 2019, após um recurso apresentado pela sua família, o Tribunal Constitucional do Peru autorizou que ela enfrentasse o julgamento em liberdade.

Na sequência, o tribunal anulou o caso e declarou sem efeito o julgamento contra ela por lavagem de dinheiro. Ao apresentar sua candidatura em outubro do ano passado, Keiko afirmou que foi alvo de perseguição política.

Desempenho eleitoral e trajetória política

Keiko fundou o partido Fuerza Popular em 2009, com a intenção de defender o legado do pai, Alberto Fujimori. Segundo Fernando Tuesta, cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Peru, essa iniciativa permitiu que ela mantivesse uma presença constante na política peruana.

Leia também

O partido alcançou uma média de 15% dos votos ao longo dos anos e permitiu que Keiko disputasse a presidência em 2011, 2016, 2021 e 2026.

Ela chegou ao segundo turno nas eleições de 2011 como parte da chapa Fuerza 2011, obtendo cerca de 48% dos votos contra Ollanta Humala. Em 2016, perdeu novamente no segundo turno para Pedro Pablo Kuczynski com um resultado apertado: 49,880% contra 50,120%.

As eleições de 2021 foram igualmente disputadas; Keiko conquistou 49,874% dos votos enquanto Pedro Castillo obteve 50,126%. Antes de 2026, ela havia perdido três segundos turnos seguidos; em 7 de junho de 2026, venceu Roberto Sánchez por pequena margem.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!