Keiko Fujimori apresenta Plano de Governo em Lima com foco em segurança e combate à corrupção
Keiko Fujimori busca revitalizar sua imagem política ao apresentar propostas que visam fortalecer a segurança e combater a corrupção no Peru.
Keiko Fujimori, candidata à presidência do Peru, apresentou seu Plano de Governo nesta semana, destacando propostas para a segurança e o combate à corrupção. A apresentação ocorreu em Lima, onde ela propôs a criação de centros de comando e vigilância interligados por todo o país, com mapas de criminalidade em tempo real.
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O uso de inteligência artificial para análises preditivas também está entre suas sugestões para auxiliar na coordenação de emergências.
Ainda no âmbito da corrupção, Keiko planeja fortalecer os processos de controle orçamentário e ampliar os poderes da Controladoria – Geral da República. Na área econômica, sua proposta inclui a simplificação dos procedimentos que pequenas e médias empresas enfrentam, visando eliminar o que ela considera “custos desnecessários”.
Histórico de Keiko Fujimori
Keiko Fujimori já enfrentou problemas legais em sua carreira política. Em 2017, foi anunciada uma investigação sobre ela por supostamente ter recebido recursos da construtora Odebrecht para financiar suas campanhas presidenciais — algo que a candidata sempre negou.
Em 2018, Keiko foi detida por conta desse caso e ficou presa por 13 meses. Em 2019, após um recurso apresentado pela sua família, o Tribunal Constitucional do Peru autorizou que ela enfrentasse o julgamento em liberdade.
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Na sequência, o tribunal anulou o caso e declarou sem efeito o julgamento contra ela por lavagem de dinheiro. Ao apresentar sua candidatura em outubro do ano passado, Keiko afirmou que foi alvo de perseguição política.
Desempenho eleitoral e trajetória política
Keiko fundou o partido Fuerza Popular em 2009, com a intenção de defender o legado do pai, Alberto Fujimori. Segundo Fernando Tuesta, cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Peru, essa iniciativa permitiu que ela mantivesse uma presença constante na política peruana.
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O partido alcançou uma média de 15% dos votos ao longo dos anos e possibilitou que Keiko se candidatasse à presidência nas eleições de 2011, 2016, 2021 e agora em 2026.
Ela chegou ao segundo turno nas eleições de 2011 como parte da chapa Fuerza 2011, obtendo cerca de 48% dos votos contra Ollanta Humala. Em 2016, perdeu novamente no segundo turno para Pedro Pablo Kuczynski com um resultado apertado: 49,880% contra 50,120%.
As eleições de 2021 foram igualmente disputadas; Keiko conquistou 49,874% dos votos enquanto Pedro Castillo obteve 50,126%. A trajetória dela é marcada por três segundos turnos seguidos e três derrotas nas urnas.