Justiça do Rio mantém presa sargento da Marinha investigada por matar empresário em festa de 15 anos

A juíza converteu o flagrante de Tayana Rangel Cardeal em preventiva; a defesa diz que o tiro ocorreu durante tentativa de desarmamento.

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Foto: Reprodução
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Justiça do Rio converte prisão de sargento da Marinha em preventiva

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu converter em prisão preventiva a detenção em flagrante da sargento da Marinha, Tayana Rangel Cardeal. Ela é investigada pela morte do empresário Davidson Vasconcellos de Matteo Silva, ocorrida durante uma festa de 15 anos em Campinho, na Zona Norte da cidade.

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A decisão foi tomada na terça-feira (26), em audiência de custódia.

Com essa medida, a prisão deixa de ser apenas em razão da captura em flagrante e passa a ser mantida por decisão judicial cautelar, enquanto o processo segue. Antes de tomar a decisão sobre a liberdade da investigada, a juíza considerou a atuação policial regular e homologou o flagrante. “Trata-se de flagrante formal e perfeito, não havendo nos autos qualquer elemento a indicar a ilegalidade da prisão”, destacou a magistrada ao iniciar a análise do pedido da defesa.

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Argumentos do Ministério Público e da defesa

Durante a audiência, o Ministério Público solicitou a conversão da prisão em preventiva, argumentando que a manutenção da custódia era necessária para garantir a ordem pública, dada a gravidade dos fatos e a necessidade de evitar novas infrações.

Por outro lado, a defesa pleiteou a liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares alternativas, afirmando que Tayana possui residência fixa e vínculo profissional com a Marinha, além de que as provas já estariam preservadas.

Os advogados também mencionaram que o incidente ocorreu em um contexto de “confusão generalizada” e apresentaram relatos de testemunhas que indicavam que o disparo ocorreu durante uma tentativa de desarmamento. Contudo, a juíza considerou que os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal estavam presentes, evidenciando indícios de crime e autoria.

Decisão da juíza e detalhes do caso

A magistrada concluiu que havia risco em manter a investigada em liberdade, o chamado periculum libertatis. Em sua decisão, ela afirmou que a conduta era de extrema gravidade, consistindo em homicídio cometido com disparo de arma de fogo em um ambiente familiar.

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A juíza ressaltou que a gravidade do crime justificava a prisão preventiva para proteger a ordem pública.

A investigação aponta que o disparo ocorreu após uma discussão entre a investigada e seu marido, e a vítima teria tentado intervir antes de ser atingida. A juíza também destacou que as condições pessoais favoráveis de Tayana não eram suficientes para afastar a prisão.

Ela rejeitou a substituição da prisão por medidas cautelares, afirmando que estas não garantiriam a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Por fim, a magistrada indeferiu o pedido de liberdade provisória e determinou a conversão da prisão em flagrante de Tayana Rangel Cardeal em prisão preventiva, visando garantir a ordem pública. O caso continua sob investigação.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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