Justiça Federal ordena prisão preventiva de Raphael Sousa de Oliveira na operação Narcofluxo

Justiça Federal determina prisão preventiva na operação Narcofluxo
A Justiça Federal, após um novo pedido da Polícia Federal, decidiu pela prisão preventiva dos envolvidos na operação Narcofluxo, incluindo Raphael Sousa de Oliveira, proprietário da Choquei, e outros influenciadores. Com essa decisão, os investigados permanecerão detidos, contrariando as expectativas de suas defesas, que esperavam a liberação ainda na tarde de hoje.
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O advogado Aury Lopes Junior comentou sobre a situação: “Veio a informação da liberdade de manhã, que a liberdade foi concedida na madrugada, então, eles estavam, óbvio, muito esperançosos de sair. Eu tive uma conversa com eles agora para explicar que houve um pedido de prisão e, então, o juiz pode acolher e ninguém vai sair hoje.
Então, claro, foi um choque muito forte”.
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Contexto da operação e decisões judiciais
O novo requerimento da Polícia Federal foi apresentado logo após a Justiça Federal ter concedido alvarás de soltura a 33 investigados que estavam detidos desde 15 de abril. A liberação foi autorizada após um habeas corpus aceito pelo Superior Tribunal de Justiça na manhã do mesmo dia.
O pedido recente da PF solicita que as prisões preventivas tenham duração de 30 dias. A controvérsia sobre o prazo inicial das detenções levou as defesas a recorrerem ao STJ por meio de habeas corpus. O Superior Tribunal de Justiça identificou “flagrante ilegalidade” nas prisões, conforme destacou o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso.
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Ele observou que a decisão de prisão temporária de 30 dias contrariou o pedido da Polícia Federal, que havia solicitado apenas cinco dias, prazo que já havia expirado.
Mandados e prisões realizadas
Os investigados estavam sob prisão temporária, uma modalidade utilizada durante investigações com prazo limitado. Na mesma decisão, o juiz determinou que o habeas corpus se aplicasse a todos os detidos da operação em situações semelhantes. No total, foram cumpridos 90 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Entre os detidos, MC Poze foi preso em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, enquanto MC Ryan SP foi capturado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



