Justiça do DF isenta diretor da Aneel de responsabilização em ação da Enel Brasil

Justiça do DF absolve Fernando Mosna, diretor da Aneel, de responsabilidade em ação da Enel Brasil. Entenda os detalhes dessa decisão impactante!

04/05/2026 23:46

3 min

Justiça do DF isenta diretor da Aneel de responsabilização em ação da Enel Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Justiça do DF rejeita responsabilização de diretor da Aneel

A Justiça do Distrito Federal não aceitou a tentativa da Enel Brasil e de três distribuidoras do grupo de responsabilizar pessoalmente Fernando Mosna, diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O caso foi encaminhado à Justiça Federal.

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O juiz Leandro Borges de Figueiredo, da 8ª Vara Cível de Brasília, decidiu que Mosna não pode ser processado individualmente por ações realizadas no exercício de suas funções na agência reguladora.

A ação foi proposta pela Enel Brasil, Enel São Paulo, Enel Ceará e Ampla Energia (Enel Rio), que solicitavam uma indenização de R$ 607,8 mil por danos morais e materiais. A empresa italiana argumentava que o diretor teria ultrapassado suas atribuições ao divulgar informações consideradas confidenciais e ao adotar uma postura parcial em processos que envolviam as concessionárias.

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No entanto, o magistrado afirmou que os eventos mencionados pelas empresas são decorrentes de atos institucionais, realizados no âmbito da função pública. “O suposto fato danoso materializou-se por meio da expedição de um documento oficial […] consubstanciando típica requisição de informações à concessionária em contexto de crise na prestação de serviço público de energia elétrica”, ressaltou o juiz em sua decisão.

Decisão fundamentada em jurisprudência do STF

A decisão se baseia na interpretação do STF (Supremo Tribunal Federal), que determina que ações por danos causados por agentes públicos devem ser direcionadas ao Estado, e não ao agente individualmente. O juiz destacou que eventuais irregularidades devem ser investigadas no âmbito da responsabilidade da própria Aneel ou da União, e não do diretor isoladamente.

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Além disso, o juiz reconheceu a incompetência da Justiça comum do Distrito Federal para julgar o caso, uma vez que a controvérsia envolve uma autarquia federal. Assim, o processo foi enviado à Justiça Federal, onde continuará sua tramitação. O juiz também negou o pedido da Enel para que o processo tramitasse em sigilo, afirmando que processos administrativos sancionadores conduzidos por agências reguladoras devem seguir o princípio da publicidade, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Recurso da Enel SP e sorteio de Mosna

Fernando Mosna foi o diretor sorteado pela Aneel para instaurar um processo que analisará a caducidade contratual da distribuidora. O sorteio ocorreu de forma extraordinária no dia 28 de abril. Na mesma data, o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, negou o pedido da Enel Distribuição São Paulo para abrir o processo administrativo que poderia levar à caducidade da concessão da companhia na Região Metropolitana de São Paulo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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