Justiça de São Paulo aceita denúncia e torna Deolane Bezerra ré em caso de lavagem de dinheiro

Em São Paulo, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que tornou ré a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, além do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e membros de sua família.
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A decisão foi baseada em dados extraídos de celulares apreendidos durante investigações relacionadas a crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Provas e Investigações
A investigação, que teve início em 2019, revelou que Deolane Bezerra atuava como receptora de valores provenientes das atividades ilícitas do PCC. Segundo as apurações da Polícia Civil e do MPSP, ela era beneficiada por operações de uma transportadora fictícia criada pela facção para ocultar a origem dos recursos.
Os dados encontrados nos celulares, principalmente os pertencentes a Ciro Cesar Lemos, apontam que ele atuava como operador financeiro na distribuição de quantias entre os membros da organização criminosa.
Mensagens trocadas entre setembro de 2020 e maio de 2021 no aplicativo Telegram indicam que Everton de Sousa, também envolvido na operação financeira da facção, direcionou depósitos para a conta bancária de Deolane. Um valor total de R$14.500,00 foi indicado como parte de um montante maior, totalizando R$29.000,00, que seria dividido entre Marcola e outro líder da facção.
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As movimentações financeiras analisadas revelaram um total incompatível com a declaração de renda da influenciadora, somando R$27.002.774,72.
Defesa dos Acusados
A defesa de Deolane Bezerra destacou que o recebimento da denúncia é apenas um ato processual inicial e não implica culpa. Em nota oficial, os advogados afirmaram que a influenciadora é inocente e que seus rendimentos têm origem legal. Eles se comprometeram a apresentar provas para esclarecer as acusações e afastar qualquer alegação relacionada ao crime organizado.
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Da mesma forma, os advogados de Marcola e seus familiares também se manifestaram sobre as acusações. Bruno Ferullo, defensor do grupo familiar, afirmou que eles se encontram em custódia em um estabelecimento penal federal desde fevereiro de 2019 e estão sujeitos a restrições severas de comunicação.
Ele reforçou que o vínculo familiar não deve ser confundido com participação em atividades criminosas.
Com a aceitação da denúncia pela Justiça, os réus devem ser notificados pessoalmente para apresentar suas defesas no prazo estipulado de dez dias. Deolane Bezerra permanece detida na penitenciária de Tupi Paulista, enquanto as investigações continuam em andamento.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



