Juros futuros caem com dados econômicos no Brasil e nos EUA, aponta Bmg

Queda nas taxas de juros futuros reflete dados econômicos positivos, com destaque para a redução do IGP-M e a desaceleração da atividade econômica.

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A taxa do DIs para janeiro de 2028 ficou em 13,88% | Imagem gerada por inteligência artificial

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) com prazos curtos e intermediários apresentaram queda na quinta-feira (30), influenciadas por uma série de dados econômicos divulgados tanto no Brasil quanto no exterior. Às 16h 37, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,88%, uma redução de 6 pontos-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 13,942%.

Em contraste, na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 subiu para 14,66%, marcando uma alta de 3 pontos-base frente aos 14,63% registrados anteriormente.

Esse movimento das taxas futuras no Brasil foi explicado pelo economista-chefe do banco Bmg, Flavio Serrano. Ele mencionou que vários fatores contribuíram para a diminuição nas taxas curtas. “O conjunto da obra inclui um IPCA-15 baixo, deflação do IGP-M e a desaceleração da atividade e confiança.

Além disso, os juros curtos lá fora também estão caindo”, afirmou Serrano.

Dados Econômicos Recentes

Nesta quinta-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, após uma redução de 0,50% no mês anterior. A expectativa do mercado era de uma queda menor, de 1,09%. Com isso, o índice acumulou uma alta de 2,76% nos últimos 12 meses.

Além disso, o índice de confiança do setor de serviços caiu 3 pontos em julho, atingindo 87,8 pontos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho foi de 5,4%, em linha com as projeções dos economistas ouvidos pela Reuters.

No mesmo período do ano passado, essa taxa era de 5,8%. A renda média real dos trabalhadores apresentou um recuo de 1,5% no trimestre encerrado em junho ante o anterior, ficando em R$ 3.738.

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Arrecadação e Despesas Federais

A Receita Federal divulgou que a arrecadação do governo federal cresceu real (considerando a inflação) em 7,72% em junho comparado ao mesmo mês do ano passado. O total arrecadado foi de R$ 264,437 bilhões — o maior valor já registrado para o mês.

No primeiro semestre deste ano, a arrecadação alcançou R$ 1,587 trilhão, um aumento real de 6,63%, estabelecendo um novo recorde desde o início da série histórica em 1995.

No entanto, o Tesouro Nacional informou sobre um rombo fiscal significativo de R$ 92,227 bilhões no primeiro semestre — o pior resultado para esse período desde 2020. Apesar da situação fiscal não ser animadora, houve reações positivas no mercado acerca da possibilidade do governo reduzir o limite anual de crescimento das despesas federais.

O secretário do Tesouro Nacional substituto, David Athayde, confirmou que essa medida está sob análise: “A Fazenda sempre estuda medidas adicionais que possam contribuir para a consolidação fiscal em curso”. A possibilidade é reduzir o teto atual de crescimento real das despesas governamentais de 2,5% para apenas 1,5% ao ano.

Análise Internacional

No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries norte-americanos tiveram movimentações variadas na quinta-feira. Os títulos com prazos curtos oscilaram entre estabilidade e pequenas quedas enquanto os mais longos apresentaram alta. O Departamento do Comércio dos EUA revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 1,5% no segundo trimestre deste ano — abaixo da expectativa que era de um aumento de 2,1%.

Os gastos do consumidor americano tiveram um crescimento expressivo de 3,2% nesse mesmo período, após crescimento de apenas 0,5% de janeiro a março. Por outro lado, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 197 mil na semana passada — ligeiramente abaixo das projeções que estimavam cerca de 200 mil pedidos.

A movimentação nos títulos norte-americanos ocorre em meio à estabilização dos preços do petróleo Brent que se mantinha pouco abaixo dos US$ 90 por barril. Contudo, as tensões no Oriente Médio continuam complicadas após os Estados Unidos realizarem ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã na noite anterior.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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