José Maria Eymael não se candidatará à Presidência em 2026: o que isso significa para o Brasil?

José Maria Eymael não será candidato à Presidência em 2026, abrindo espaço para Aldo Rebelo. A relação entre suas ausências e títulos da Seleção Brasileira

05/05/2026 14:11

3 min

José Maria Eymael não se candidatará à Presidência em 2026: o que isso significa para o Brasil?
(Imagem de reprodução da internet).

José Maria Eymael não concorrerá à Presidência em 2026

Após participar de cinco eleições presidenciais consecutivas, José Maria Eymael, de 86 anos, decidiu não se candidatar ao Palácio do Planalto neste ano. O Democracia Cristã (DC) será representado pelo ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo.

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Com a Copa do Mundo se aproximando, um detalhe curioso se destaca: a Seleção Brasileira conquistou os últimos dois títulos em anos em que Eymael não disputou a Presidência.

No ano de 1994, quando o Brasil se tornou tetracampeão, Eymael era deputado federal, cargo que ocupava desde 1990, e havia se afastado do recém-criado PPR (Partido Progressista Reformador). Naquela época, ele não se candidatou a nenhum cargo. Já em 2002, ano em que o Brasil conquistou o pentacampeonato, Eymael presidia o DC, partido que teve seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) validado em 1997, e tentou uma vaga como deputado federal por São Paulo, mas não teve sucesso.

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A decisão de Eymael de não concorrer à Presidência levanta expectativas de que a Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, possa conquistar o hexacampeonato. A relação entre futebol e eleições será testada mais uma vez neste ciclo.

Quem é José Maria Eymael

José Maria Eymael nasceu em Porto Alegre no dia 2 de novembro de 1939. Formado em filosofia e direito pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), ele ingressou na política em 1962 ao se filiar ao PDC (Partido Democrata Cristão), que foi extinto durante a Ditadura Militar (1964-1985).

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Com a redemocratização, Eymael retornou ao PDC reformulado e foi eleito deputado federal em duas ocasiões, em 1987 e 1991, participando da Constituinte que elaborou a Constituição de 1988.

Após a criação do PPR, resultante da fusão do PDC com o PDS (Partido Democrático Social) em 1993, Eymael deixou a nova sigla em busca de mais espaço político. Em 1995, fundou o PSDC (Partido Social da Democracia Cristã, que mais tarde se tornou o Democracia Cristã), assumindo a presidência do partido.

Nas eleições presidenciais, Eymael obteve percentuais abaixo de 1% em 1998 (0,25%), 2006 (0,07%), 2010 (0,06%), 2014 (0,06%), 2018 (0,06%) e 2022 (0,02%).

Embora não tenha conseguido se eleger, Eymael se destacou na história política do Brasil por seu jingle “Um democrata cristão”, que se tornou uma marca registrada de suas campanhas ao longo das décadas.

Políticos marcantes com resultados modestos

Eymael é um exemplo de como um político pode se tornar popular entre os eleitores, mesmo sem conquistar votos suficientes para se eleger. Na história pós-redemocratização, outros nomes também ganharam notoriedade, como Eneas Carneiro, que ficou famoso pela frase “Eu sou Enéas”, utilizada em suas campanhas nos anos de 1989, 1994 e 1998.

Da mesma forma, Levy Fidelix, conhecido como “O Homem do Aerotrem”, concorreu à Presidência em 2010 e 2014, prometendo construir um trem semelhante a um monotrilho.

Outro exemplo é o pastor evangélico que ficou conhecido por sua frase “Glória a Deus” durante as eleições de 2018, expressão que utilizava frequentemente em seus discursos durante os debates eleitorais.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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