Israel e Líbano firmam acordos em junho, mas combates continuam sem fim definido
A continuidade dos combates entre Israel e Líbano evidencia a fragilidade dos acordos firmados, refletindo a complexidade das relações na região.
No mês de junho, quatro acordos foram firmados em relação aos conflitos no Líbano, mas nenhum conseguiu pôr fim aos combates. A complexidade da situação se intensifica quando consideramos que Israel, Líbano, Irã, Hezbollah e EUA apresentam posições opostas.
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No dia 4 de junho, um cessar – fogo mediado pelos Estados Unidos foi estabelecido entre Israel e Líbano, condicionado à “cessação completa” dos ataques do Hezbollah e à retirada de todos os seus membros do sul do Líbano.
O Hezbollah, no entanto, rejeitou o acordo, que permitia a Israel continuar suas operações na região sul do país. As forças armadas libanesas já eram vistas há tempos com desconfiança por Israel quanto à sua capacidade ou vontade de desarmar o grupo.
Assim, os combates prosseguiram. Menos de duas semanas depois, EUA e Irã quase firmaram um Memorando de Entendimento para abrir caminho a 60 dias de negociações. A primeira cláusula exigia o fim total dos combates, incluindo no Líbano.
Acordos fracassados e reações
Contudo, nem mesmo o Líbano estava presente nas discussões do pacto. O primeiro – ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deixou claro ao presidente americano, Donald Trump, que não via o acordo como vinculativo. Com isso, as hostilidades continuaram.
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Dois dias depois desse impasse, o Hezbollah concordou em renovar o cessar – fogo no Líbano devido à exigência do Irã para que os combates cessassem antes das negociações com os EUA.
Apesar disso, a situação se agravou ainda mais nos dois dias seguintes, que se tornaram alguns dos mais letais desde o início da guerra em março. Durante esse período, cinco soldados israelenses foram mortos em ataques do Hezbollah e pelo menos 67 pessoas perderam a vida em ofensivas israelenses.
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Novas tentativas de mediação
No dia 26 de junho, Israel e Líbano assinaram um acordo – quadro mediado pelos EUA na esperança de avançar nas negociações para um acordo de paz mais abrangente. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, descreveu esse ato como “o começo do começo” para um processo diplomático delicado que se avizinhava.
Por outro lado, o Hezbollah criticou novamente o acordo – quadro ao classificá – lo como um “desperdício da soberania do Líbano”. Assim, a instabilidade continua a dominar a região enquanto as tentativas de paz são constantemente frustradas.