Israel e Líbano desmentem retirada de tropas após declaração dos EUA sobre zona de segurança

Altos funcionários de Israel e Líbano desmentiram, nesta quinta – feira (25), a informação de que o país israelense teria retirado tropas do sul do Líbano ocupado. A declaração surgiu após um representante dos Estados Unidos afirmar que Israel havia feito uma retirada parcial como um gesto de boa fé ao governo libanês.
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A discussão entre Israel e Líbano envolve uma proposta apoiada pelos EUA para que as forças armadas libanesas assumam o controle na região, em um possível movimento para restaurar a soberania do Líbano no sul do país. Essa proposta, chamada de “zona piloto”, foi discutida nas recentes negociações mediadas pelos americanos em Washington, mesmo com a crescente influência do Irã nas relações entre os dois países.
Reação dos governos
Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA comentou que “Israel já deu um passo concreto ao se retirar de parte de sua zona tampão”. Essa zona é uma área ampla no sul do Líbano ocupada pelas forças israelenses, localizada ao norte da fronteira com Israel.
O oficial caracterizou essa medida como “uma demonstração significativa de boa fé para com o governo legítimo do Líbano”.
O porta – voz das Forças Armadas Libanesas afirmou que elas devem agora agir para remover armas e infraestrutura ligadas ao terrorismo. O objetivo é replicar esse modelo em todo o sul do Líbano, permitindo o retorno seguro das famílias deslocadas e a reconstrução da região.
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No entanto, um alto funcionário da defesa israelense negou qualquer tipo de recuo das forças israelenses, afirmando que não haveria retirada da zona de segurança. David Mencer, porta – voz do governo israelense, ressaltou que qualquer “redistribuição” das tropas ocorreria somente após a desmilitarização do sul libanês e o desarmamento do Hezbollah.
Conflito contínuo e negociações complicadas
Recentemente, um oficial militar libanês destacou que os eventos no terreno contradizem a ideia de uma retirada. Segundo ele, Israel tem intensificado sua presença na zona de segurança, reforçando as medidas contra qualquer aproximação, incluindo a do exército libanês.
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O exército israelense declarou em comunicado que não houve mudanças na localização de suas tropas. As forças armadas israelenses estabeleceram o que chamam de linha de segurança a partir da fronteira com Israel. A população local tem sido forçada a deixar suas casas devido às operações militares e ataques em aldeias na região.
Benjamin Netanyahu, primeiro – ministro de Israel, reiterou diversas vezes sua posição contrária à retirada das forças armadas da área. Em um ataque aéreo recente no sul do Líbano, três pessoas perderam a vida quando um carro foi atingido por mísseis israelenses.
Fontes médicas e de segurança libanesas confirmaram o incidente à Reuters.
As negociações sobre a implementação da proposta para o exército libanês envolvem áreas fora da zona tampão, conforme informado por um alto funcionário israelense. Um representante do Departamento de Estado dos EUA mencionou que o processo visa garantir a destruição verificável das armas e infraestrutura do Hezbollah.
Divergências surgiram nas conversas em Washington sobre como implementar o plano da zona piloto. O governo libanês deseja que este projeto seja aplicado dentro da zona tampão controlada por Israel, enquanto os israelenses defendem uma retirada inicial das áreas ao norte dessa zona.
A insistência israelense em negociar separadamente cada área sem estabelecer um cronograma contrasta com a demanda libanesa por um roteiro claro para a retirada completa. Um oficial militar israelense afirmou à Reuters que as forças armadas não receberam ordens para entregar nenhuma posição ao exército libanês e continuam impedindo sua aproximação à zona tampão.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



