Israel bombardeia Al-Mawasi e Cidade de Gaza e mata ao menos oito, entre eles uma criança de 4 anos
Pelo menos oito palestinos morreram no domingo (01/11), entre eles uma criança, em dois bombardeios israelenses. Um deles atingiu a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul do território. O outro caiu na rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza.
Outras pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, de acordo com fontes médicas palestinas e serviços de emergência. Os ataques acontecem apesar do acordo de cessar-fogo em vigor.
Cinco mortos em drone em Al-Mawasi
A agência palestina WAFA contou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone israelense contra Al-Mawasi. Citando fontes médicas locais, a mesma agência afirmou que as vítimas eram integrantes da polícia palestina.
O Ministério do Interior de Gaza disse, em comunicado preliminar, que os policiais estavam em serviço quando foram alvo. Três pessoas também ficaram feridas. Equipes da defesa civil e ambulâncias levaram mortos e feridos para hospitais de Khan Younis.
A agência turca Anadolu relatou que a explosão ocorreu perto de escolas para crianças. Essas unidades também servem de moradia improvisada a menores desabrigados que perderam a família, e o ataque provocou pânico entre os estudantes.
Três mortos na Cidade de Gaza, incluindo criança de quatro anos
Na Cidade de Gaza, três palestinos morreram em outro ataque com drone, perto da rua Al-Thawra, no bairro de Rimal. Entre as vítimas está uma criança de quatro anos, conforme fontes médicas do Hospital Al-Shifa, citadas pela rede Al Jazeera.
Outras seis pessoas ficaram feridas, algumas gravemente. A agência QNA afirmou que a ação foi nas imediações da Escola do Cairo, usada como abrigo para deslocados pela guerra.
O Exército israelense confirmou à Reuters que atacou integrantes de grupos armados em Khan Younis. Até a divulgação das primeiras informações, porém, não havia dado explicações sobre o bombardeio na Cidade de Gaza.
Trégua em vigor desde 10 de outubro de 2025 sofre com ataques
O acordo de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. Desde então, dados do Ministério da Saúde de Gaza, divulgados pela Anadolu, contabilizam 1.580 palestinos mortos e 5.711 feridos em ataques israelenses.
A Reuters relatou que Israel sustenta que o Hamas tenta reerguer seu arsenal e age contra o pacto. O grupo rejeita as acusações e culpa Israel por enfraquecer o entendimento.
Pelo texto do acordo, estão previstas a reconstrução do território e a retirada das tropas israelenses. Mesmo assim, as negociações seguem sem avanços relevantes em temas como o desarmamento do Hamas e a saída militar de Israel. Desde outubro de 2023, quando a ofensiva israelense começou em resposta ao ataque do Hamas contra o sul de Israel, mais de 74 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde locais.
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