Irão propõe condições ao Catar após diálogo diplomático em busca da reabertura do Estreito de Ormuz
Irão apresenta proposta ousada ao Catar em busca da retomada das navegações no Estreito de Ormuz.
O Irã elaborou uma lista de condições que devem ser cumpridas para restabelecer o tráfego normal pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa foi impulsionada por diálogos realizados com Catar nesta semana e teve detalhes divulgados pela Al Jazeera na última sexta – feira (28.
Um dos nomes centrais nas negociações foram os do Qatar, lideradas por Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, primeiro – ministro e chanceler catariano. Ele se reuniu recentemente com figuras importantes da diplomacia iraniana.
Propostas qatarianas buscam retorno ao status quo
Segundo a publicação jornalística, durante seus encontros ele propôs que o tráfego voltasse às condições anteriores à guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro deste ano passado. Em uma declaração feita na rede X (antigo Twitter), Al Thani reforçou publicamente “a importância de respeitar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, citando explicitamente o direito internacional como base para essa exigência.
Por sua vez, Abbas Araqchi, chanceler iraniano, classificou as conversas diplomáticas realizadas até então como “criativas”. Contudo, não se limitou apenas ao elogio; ele cobrou que os EUA suspendam imediatamente qualquer tipo de pressão militar ou econômica sobre Teerã neste momento delicado da geopolítica regional
O Irã e suas condições negociadoras
Araqchi também utilizou plataformas digitais na sexta – feira (28) afirmando em rede X: “Colocar a diplomacia de volta nos trilhos não é impossível. Depende unicamente do entendimento dos Estados Unidos quanto a um fato simples — pois essa pressão simplesmente não funciona”.
O país persa ainda mantém o sigilo total, sem divulgar detalhes específicos sobre todos os pontos exigidos.
Em movimentações anteriores no âmbito bilateral, Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, havia lembrado à emissora Al Manar que Teerã fechara acordo com Omã para criar uma rota alternativa e segura por Ormuz, passando tanto pelo território omanita quanto pela área irânica na quinta – feira (27.
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Exigências finais: fim da sanção e indenização
Apesar das tentativas diplomáticas em curso entre as partes envolvidas — enquanto Washington segue defendendo a ideia de sentarem juntos —, o Irã tem mantido sua posição firme. O chanceler Araqchi também condenou novas medidas anunciadas segunda – feira (24), classificando os atos como “terrorismo de Estado”.
Segundo ele mesmo, qualquer país que aderisse às recentes determinações estaria praticando “cumplicidade” ao impor uma vontade considerada ilegal por um estado estrangeiro. Até agora, Teerã defende veementemente que só haverá reabertura do Estreito se forem cumpridos três requisitos principais: acabar com bloqueios dos Estados Unidos aos portos iranianos; pagamento da indenização referente à guerra deste ano e a retirada total das sanções sobre recursos naturais do Irã.