México intensifica fiscalização de gado após reabertura das fronteiras com os EUA

O México está intensificando suas ações contra a mosca que transmite um parasita aos rebanhos na fronteira norte. Recentemente, foram detectados casos da praga, levando o país a aumentar a fiscalização das exportações de gado, especialmente com a retomada do comércio transfronteiriço nesta segunda – feira, dentro de um processo gradual de reabertura dos Estados Unidos.
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Essa reabertura representa a primeira flexibilização da proibição imposta pelos EUA há mais de um ano, que visava impedir a entrada das larvas que afetam os tecidos animais. O Arizona foi o primeiro estado a retomar as importações. Contudo, grupos pecuários dos EUA e autoridades estaduais manifestaram preocupações, alertando que essa medida poderia aumentar os riscos de proliferação da mosca, mesmo com o parasita se espalhando pelo norte do México e já tendo sido encontrado no Texas e no Novo México.
Ação do governo mexicano
A ministra da Agricultura do México, Columba López, informou que as autoridades irão reforçar a dispersão de moscas estéreis nas regiões de Sonora e Chihuahua. Essa estratégia é fundamental para erradicar o parasita e evitar sua reprodução.
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Por outro lado, frigoríficos nos EUA acreditam que a oferta de gado deve aumentar em 2027, o que ajudaria o país a lidar com os preços elevados da arroba bovina.
A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou na segunda – feira que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acredita ter tomado todas as precauções necessárias para proteger tanto o rebanho quanto os consumidores americanos. Com isso, os portos começarão uma lenta reabertura.
Rollins anunciou que o USDA planeja abrir mais dois portos no Novo México: um em 30 dias e outro em 60 dias. “Não planejamos abrir nenhum porto no Texas tão cedo, simplesmente porque é lá que está a verdadeira atividade”, comentou Rollins.
Casos recentes e protocolos
O USDA identificou 46 casos de larva – de – parafuso no Novo México e no Texas, sendo dois deles ainda ativos. Na segunda – feira, um comunicado da agência revelou que o porto de Douglas, no Arizona, começou a receber gado do México após acordos sobre medidas de segurança complementares e protocolos de importação baseados em evidências científicas entre os dois países.
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Após essa etapa inicial, o USDA avaliará a possibilidade de reabrir os portos de Santa Teresa e Columbus, também no Novo México, para gado, bisões e cavalos. A reabertura poderá ser suspensa se forem detectados aumentos nos riscos em Sonora ou Chihuahua por meio de auditorias pós – abertura ou informações adicionais.
A retomada das exportações começará com 700 cabeças de gado por dia na primeira semana. Esse número deverá subir para 900 na segunda semana e gradualmente alcançar cerca de 1.300 por dia. De acordo com a Confederação Nacional de Organizações Pecuárias (CNOG) do México, caso outros pontos na fronteira sejam reabertos até o quarto trimestre deste ano, o país poderá exportar até 200 mil cabeças em 2026, totalizando cerca de US420 milhões ao preço atual do mercado americano.
Para 2027, as projeções da CNOG indicam exportações de aproximadamente 1,09 milhão de cabeças avaliadas em cerca de US 2,1 bilhões. Chihuahua é um dos estados mais relevantes na exportação de gado e registrou 183 casos da larva desde julho passado; Sonora confirmou dois casos após anunciar sua primeira detecção na semana anterior.
Em resposta à situação crítica, Sonora ativou protocolos emergenciais para vigilância e contenção enquanto Chihuahua intensificou inspeções e controles para evitar uma maior disseminação da praga.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



