A Ucrânia pode realizar eleições em meio à guerra? Desafios e condições necessárias

A Ucrânia enfrenta desafios significativos para a realização de eleições em meio à guerra, conforme destacaram autoridades do país. O ex – ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, apontou que questões de segurança são cruciais nesse processo. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou estar aberto à ideia de realizar as eleições se os Estados Unidos e aliados europeus garantirem a segurança necessária.
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Donald Trump, ex – presidente dos EUA, já havia defendido publicamente a realização das eleições ucranianas. Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia está sob lei marcial devido à invasão russa em larga escala, o que proíbe eleições por questões de segurança.
A situação se agrava com combates que se estendem por mais de 1.200 km no leste, sul e norte do país, além de ataques regulares de drones e mísseis russos contra cidades distantes da linha de frente.
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Desafios logísticos e estruturais
A infraestrutura elétrica da Ucrânia sofre impactos constantes devido aos ataques russos, dificultando a organização das eleições. Pesquisas recentes mostram que uma parcela significativa dos ucranianos é contra a ideia de realizar votações neste momento.
O analista político Volodymyr Fesenko ressaltou que um cessar – fogo aéreo seria essencial antes de considerar qualquer votação.
Além disso, Fesenko destacou que o país precisaria reconstruir sua estrutura legislativa para as eleições, criando uma nova lei que definisse calendário e procedimentos. Ele estima que esse processo levaria cerca de seis meses.
Outro fator importante é o deslocamento dos eleitores. Milhões de cidadãos enfrentariam dificuldades para acessar as seções eleitorais. Até o final de junho, dados indicavam que mais de 4,4 milhões de ucranianos tinham status de proteção temporária na União Europeia, exigindo que o país organizasse seções eleitorais fora de suas fronteiras.
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Dentro da Ucrânia, aproximadamente 4 milhões estão deslocados internamente.
Questões sobre legitimidade e concorrência
A Rússia argumenta que o mandato de Zelensky expirará em maio de 2024, questionando sua legitimidade para assinar acordos em nome da Ucrânia. Enquanto isso, a Rússia planeja realizar suas próprias eleições nas áreas ocupadas no próximo mês, uma ação considerada ilegal pela Ucrânia.
Pesquisas indicam que Zelensky teria boas chances de reeleição. Sua popularidade caiu para cerca de 60%, enquanto chegou a aproximar – se dos 90% no início da guerra. Essa queda foi influenciada por um escândalo de corrupção no setor energético no ano passado, mas ele continua sendo um forte candidato entre os políticos tradicionais.
Valeriy Zaluzhnyi, ex – comandante das Forças Armadas e atual embaixador da Ucrânia no Reino Unido, aparece como um possível adversário forte nas pesquisas ao lado de Kyrylo Budanov, chefe do gabinete presidencial. Fedorov também ganhou destaque recentemente após sua demissão repentina como ministro da Defesa e pode ser um competidor interessante nas próximas eleições.
O instituto local SOCIS projetou Fedorov com cerca de 13% das intenções de voto, enquanto Zaluzhnyi teria 21% e Zelensky lidera com 22%. Caso Fedorov ou Zaluzhnyi cheguem ao segundo turno, ambos teriam potencial para derrotar Zelensky conforme dados das pesquisas.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



