Irã realiza homenagens ao aiatolá Ali Khamenei sob alertas militares

Irã reforça a segurança e restringe voos durante as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo, em clima político tenso.

3 min

Iranianos lamentam o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei | Foto: Reprodução
Iranianos lamentam o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali K...
▼

O Irã iniciou nesta sexta-feira (3), em Teerã, as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei. O velório público vai até domingo (5) e ocorre sob clima político tenso, com alertas do governo iraniano aos Estados Unidos e a Israel sobre possíveis ataques durante o período de luto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Logística das homenagens em várias cidades

Desde que o corpo foi levado à Grande Mosalla de Teerã, um dos maiores complexos religiosos do mundo, as autoridades reforçaram os protocolos de segurança em todas as etapas do funeral.

O caixão ficou exposto no salão principal de orações. Segundo publicação oficial do governo, a bandeira usada para cobri-lo é “um símbolo de resistência, sacrifício e devoção inabalável à verdade”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A programação segue com o cortejo pelas ruas da capital na segunda-feira (6). Em seguida, o corpo será levado a Qom, e estão previstas cerimônias em Bagdá, Karbala e Najaf, no Iraque, antes do sepultamento em Mashhad, marcado para 9 de julho.

O funeral acontece durante o mês islâmico de Muharram, período de luto para os muçulmanos xiitas, em memória do imã Hussein, neto do profeta Maomé.

Alertas militares

As autoridades iranianas elevaram os níveis de segurança durante todo o processo. A Organização de Aviação Civil anunciou restrições temporárias no espaço aéreo de cidades como Teerã e Mashhad, para proteger os eventos que devem reunir grandes multidões e delegações estrangeiras.

A Guarda Revolucionária afirmou que as cerimônias serão mais um ato público de compromisso com a Revolução e que as Forças Armadas permanecerão em alerta máximo sob a nova liderança do país.

Leia também

Advertências aos adversários

Khamenei morreu em um ataque no início do conflito com Estados Unidos e Israel, classificado pelo governo iraniano como terrorista. Para as autoridades, a morte vai fortalecer ainda mais a determinação nacional.

O comandante Ali Abdollahi reforçou os alertas aos EUA e a Israel. Ele advertiu os inimigos do Irã “para evitar qualquer erro de cálculo” e disse que as Forças Armadas responderão com retaliação severa a quaisquer ameaças ou agressões.

Quem foi Ali Khamenei

Ali Khamenei nasceu em Mashhad e assumiu o cargo de líder supremo da República Islâmica em 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini.

Clérigo de formação religiosa, participou ativamente da oposição ao xá Mohammad Reza Pahlavi antes da Revolução Islâmica de 1979. Foi preso seis vezes e viveu períodos de exílio interno e clandestinidade.

Em 1981, sobreviveu a um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado. Como líder supremo, ampliou sua influência sobre o Judiciário, a Guarda Revolucionária, o Parlamento, a polícia, os serviços de inteligência e os meios de comunicação.

Na política externa, defendeu que o programa nuclear iraniano tinha fins estritamente pacíficos, enquanto governos ocidentais acusavam o país de buscar capacidade para produzir armas atômicas.

A sucessão

Khamenei era casado com Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh e teve seis filhos. O segundo filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a liderança suprema do Irã após a morte do pai.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!