A ofensiva israelense ceifou a vida de 78 indivíduos no Irã e causou ferimentos em aproximadamente 300, ao mesmo tempo em que três pessoas faleceram em território israelense em resposta a ações de Teerã.
Israel e Irã intensificaram o enfrentamento militar neste sábado (14.jun.2025), no segundo dia consecutivo de ataques, com bombardeios e lançamentos de mísseis que já deixaram mais de 80 mortos.
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Segundo a mídia estatal iraniana, o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, comunicou ao Conselho de Segurança que os bombardeios israelenses resultaram em 78 mortes e aproximadamente 300 feridos no território iraniano. Já os ataques iranianos provocaram 3 mortes e diversos feridos em território israelense.
Segundo o jornal New York Times, entre os iranianos falecidos estão quatro altos cargos de segurança do país, incluindo dois comandantes militares de grande importância, Mohammad Bagheri e o general Hossein Salami, além de Ali Shamkhani, responsável pelas negociações nucleares com os Estados Unidos. Outro oficial de alto escalão morto foi o general Amir Ali Hajizadeh, chefe do programa de mísseis balísticos da Guarda Revolucionária.
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Moradores de Teerã relataram explosões na manhã deste sábado (14.jun), com as defesas aéreas da capital iraniana sendo ativadas. O Exército israelense confirmou ao New York Times ter realizado ataques contra sistemas de defesa aérea nas proximidades da cidade.
A mídia estatal iraniana anunciou que os alvos israelenses na madrugada de sexta-feira (13.jun) para sábado (14.jun) compreenderam um hangar de jatos militares no aeroporto Mehrabad, em Teerã.
A população israelense procurou refúgio em abrigos enquanto sirenes de alerta aéreo soavam no país. Explosões foram registradas após sistemas de mísseis interceptaram parte dos projéteis lançados pelo Irã.
Acompanhe o vídeo divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (28s):
O Irã lançou vários mísseis balísticos em direção a Israel nas últimas horas.
O Exército de Defesa de Israel não permitirá, e não permitirá, que o Irã ataque nossos civis.
Exército de Defesa de Israel (@IDF) 13 de junho de 2025
Acompanhe o vídeo divulgado pelo Exército iraniano (9s):
A permissão para lutar é concedida àqueles contra quem a guerra está sendo injustamente travada – porque eles foram prejudicados. E, de fato, Deus é totalmente capaz de lhes dar a vitória.
“E quando dizemos a vós: ‘Não cometais excessos’, respondem: ‘Fazemos como nos parece melhor’ e perto estão, pensando mal.”
Exército Iraniano (@IRIran_Military) 14 de junho de 2025
Em Rishon Lezion, cidade no centro de Israel, um míssil de Teerã atingiu residências, ceifando a vida de duas pessoas e ferindo dezoito, segundo o serviço de paramédicos Magen David Adom, conforme reportado pela Associated Press. O serviço de Bombeiros e Resgate israelense comunicou que quatro residências sofreram danos graves.
Rafael Grossi, diretor da AIEA (Agência Nuclear da ONU), comunicou ao Conselho de Segurança que o ataque israelense destruiu a usina de enriquecimento acima do solo em Natanz, gerando contaminação química e radiológica. Ele avaliou o incidente como “controlável”.
Grossi acrescentou que as autoridades iranianas relataram ataques a instalações nucleares em Fordo e Isfahã.
A operação israelense iniciou-se na sexta-feira (13.jun.2025, horário local), em um momento em que os Estados Unidos e a Irã negociavam os termos de um novo acordo diplomático sobre o programa nuclear iraniano.
Israel alega que o Irã, seu principal inimigo na região, progredia no desenvolvimento de armas nucleares, o que representa uma ameaça à sua existência.
A Guarda Revolucionária, organização de segurança estatal iraniana, declarou que seus ataques visavam instalações militares israelenses empregadas para bombardear o Irã.
O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, já havia declarado que o Irã estava retribuindo a Israel pelos ataques. Em uma mensagem gravada na sexta-feira (13.jun), Khamenei afirmou: “Não permitiremos que eles escapem com segurança deste grande crime que cometeram”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), assegurou que a operação militar continuará “enquanto for necessário” e solicitou à população que se prepare para um período difícil.
Na noite de sexta-feira (13.jun), Netanyahu declarou em um comunicado em vídeo que o Irã “nunca esteve mais fraco”. O primeiro-ministro afirmou que a operação “Leão Ascendente” tem como objetivo conter a ameaça iraniana e garantir a sobrevivência de Israel. Ele relatou que ordenou planos para o ataque no ano passado, após a morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano, um dos principais aliados do Irã. O ataque estava previsto para abril, mas foi adiado.
A situação presente marca o aumento mais significativo em décadas nas relações entre os dois países, elevando as preocupações sobre um possível conflito regional mais amplo, que poderia incluir os Estados Unidos e outras nações globais.
O papel dos Estados Unidos no conflito ainda não foi definido. Apesar das expectativas de uma parceria com os americanos por parte de autoridades israelenses, o secretário de Estado, Marco Rubio, negou o envolvimento dos EUA nos bombardeios.
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), não pediu que Israel limitasse sua ofensiva. Os sistemas de defesa aérea terrestres dos EUA na região estão auxiliando na destruição de mísseis iranianos, segundo um oficial americano que falou sob condição de anonimato à Associated Press.
Trump impôs um ultimato ao Irã na sexta-feira (12.jun) para que alcançasse um acordo com os EUA sobre seu programa nuclear, avisando em sua plataforma Truth Social que os ataques de Israel “se intensificariam”.
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Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.