Irã e Israel em confronto! Ataques e assassinatos escalam crise no Oriente Médio. Ministro Araghchi busca acalmar a comunidade internacional após morte de Khatib. Retaliação iraniana em Tel Aviv e ataques em Líbano geram pânico
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, buscou tranquilizar a comunidade internacional nesta quarta-feira (18), afirmando que a República Islâmica do Irã possui uma estrutura política robusta e consolidada. A declaração foi feita em entrevista à Al Jazeera, em meio à crescente instabilidade após a confirmação da morte do secretário do Conselho Supremo iraniano e, posteriormente, do ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib.
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A morte de Khatib, ocorrida em seu esconderijo em Teerã, marca o terceiro assassinato de lideranças iranianas por Israel em dois dias, intensificando ainda mais as tensões.
Araghchi enfatizou a capacidade de adaptação do sistema político iraniano, utilizando seu próprio caso como exemplo. Ele argumentou que, mesmo com a possível morte de um ministro das Relações Exteriores, haveria um sucessor preparado para assumir o cargo, refletindo a solidez da estrutura política do país.
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O ministro ressaltou a importância dos indivíduos dentro do sistema, reconhecendo que alguns podem ter mais influência do que outros, mas enfatizando a importância da continuidade do governo.
Em resposta ao assassinato de Ali Larijani, o Irã lançou ataques contra Tel Aviv, na quarta-feira (17). Explosões foram relatadas em diversas áreas da capital israelense, e a defesa aérea foi acionada. De acordo com informações, os ataques utilizaram bombas de fragmentação, um tipo de munição que, embora proibido por uma convenção de 2008, não é utilizada por Irã ou Israel, que não são signatários do documento.
Paralelamente, Israel respondeu com ataques no Líbano, resultando em múltiplas mortes e feridos. Explosões foram registradas em diferentes regiões do país, segundo o ministério da Saúde Pública libanês, que informou mais de 20 mortos e dezenas de feridos.
Esses ataques representam uma onda de bombardeios em diversas regiões do Líbano.
O ministro Araghchi reiterou que o Irã não iniciou o conflito e atribuiu a responsabilidade por todas as consequências – humanas e financeiras – aos Estados Unidos. Ele defendeu que Washington deve arcar com as consequências da guerra, que afeta o Irã, a região e o mundo inteiro.
A situação permanece volátil, com a possibilidade de mais confrontos e retaliações.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.