Ipsos-Ipec: desaprovação ao governo Lula sobe a 53%; aprovação cai a 42%

Pesquisa Ipsos-Ipec mostra que 43% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, ante 33% de ótimo ou bom.

16/09/2026 20:21

3 min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu e atingiu 53% dos brasileiros, de acordo com pesquisa Ipsos – Ipec divulgada nesta quarta – feira (16). O levantamento mostra que 42% dos entrevistados aprovam a gestão do petista, enquanto 5% não souberam ou preferiram não responder.

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Na rodada anterior, realizada em junho, a taxa de desaprovação era de 50% — o que representa um crescimento de três pontos percentuais em três meses.

A oscilação na aprovação foi pequena: em junho, 44% aprovavam o governo, contra 42% agora. Já o percentual de indecisos se manteve estável, passando de 6% para 5% no período. Os dados indicam uma leve piora na percepção geral sobre a administração federal, que completa o terceiro ano de mandato em 2026.

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Avaliação do governo federal

Quando o assunto é a avaliação direta do governo federal, os números também não são favoráveis ao Planalto. Apenas 33% dos brasileiros classificaram a gestão como “ótima” ou “boa”. Por outro lado, 43% consideram o governo “ruim” ou “péssimo” — um índice superior ao de aprovação.

Outros 22% avaliam a administração como “regular”, e 2% não souberam ou não quiseram responder.

A diferença entre os extremos chama atenção: quem reprova o governo supera em dez pontos percentuais quem o aprova. A pesquisa capturou o humor do eleitorado entre os dias 9 e 13 de setembro, em um período marcado por debates sobre a economia, inflação e medidas do governo para conter a alta dos preços.

Os números reforçam um cenário de desafio para o petista, que busca reverter a tendência de queda na popularidade. A aprovação do governo, que já foi maior nos primeiros meses do mandato, vem perdendo fôlego desde o ano passado, segundo outras pesquisas de opinião.

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Metodologia da pesquisa

A Ipsos – Ipec ouviu 2.000 eleitores em todo o país por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Isso significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro dessa margem.

O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de setembro, antes do início oficial da campanha eleitoral de 2026, que começa em agosto. A CNN Brasil, que divulgou os dados, informa que utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair informações dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais, mas que todos os dados são checados por jornalistas e o texto final passa por revisão da redação antes da publicação.

A pesquisa é a primeira grande sondagem do instituto após o período de junho, quando a desaprovação era de 50%. O novo resultado acende um alerta no Palácio do Planalto, que já vinha monitorando a queda na popularidade do presidente. A avaliação negativa do governo pode influenciar as eleições de 2026, especialmente se a tendência de alta na desaprovação continuar nos próximos meses.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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