Pix na conta errada tem volta? Head de fraudes do Inter explica como pedir a devolução

Quem envia um Pix por engano para outra pessoa não consegue cancelar a transferência depois que ela é concluída, já que a liquidação ocorre em tempo real. A saída é procurar o destinatário o quanto antes e pedir a devolução do dinheiro, orienta o head de Prevenção a Fraudes do Inter, Newton Marques Júnior.
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O próprio Pix tem uma função de devolução que pode ser usada pelo recebedor, de forma total ou parcial. Já o Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, não serve para corrigir erros cometidos pelo próprio usuário. Ele foi pensado para outros casos, como golpes e fraudes.
Contato rápido com o destinatário é o primeiro passo
Depois de confirmado, o pagamento não volta atrás por iniciativa de quem enviou. Por isso, a pressa faz diferença: o recebedor pode movimentar o dinheiro para outra conta a qualquer momento.
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Quanto antes o erro for percebido e o contato feito, maiores tendem a ser as chances de resolver a situação. O recebedor pode devolver todo o valor ou apenas uma parte dele, usando a ferramenta do próprio Pix.
O especialista do Inter recomenda guardar o comprovante e os dados da transferência. Esses registros mostram exatamente para onde o dinheiro foi e comprovam que o pagamento foi feito.
É possível recuperar um Pix enviado por engano?
Sim, mas não há garantia quando se trata de simples erro do usuário. O resultado depende principalmente de quatro fatores.
O primeiro é a velocidade da reação: quanto mais cedo o remetente perceber o erro e procurar o destinatário, melhor. O segundo é a boa-fé de quem recebeu, já que, nesse cenário, a devolução depende da disposição dessa pessoa.
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O terceiro fator é o saldo, porque o recebedor precisa ter recursos disponíveis para devolver o valor. Por fim, pesa a natureza do problema: um erro do remetente segue um caminho diferente do adotado em golpes e fraudes.
Banco não tem fluxo formal para estornar erro do usuário
Em casos de simples engano, não existe um procedimento formal entre instituições financeiras para pedir o estorno. Cabe ao banco orientar o cliente e repassar as informações disponíveis sobre a transação.
Quando o cliente do Inter é quem fez o Pix errado, a instituição pode analisar internamente a operação e fornecer evidências do envio, como comprovantes e registros. Se o cliente do Inter for o recebedor, o banco não pode repassar a terceiros dados da conta ou do titular.
Nesse caso, orienta o remetente a tentar contato com o destinatário.
No Super App do Inter, recursos de segurança ajudam o cliente a conferir a operação antes da conclusão, com informações do destinatário e mecanismos adicionais de autenticação, como biometria e o I-Safe.
MED vale para golpe, não para chave digitada errada
O MED tem escopo específico. Pode ser acionado em situações como fraude, golpe ou determinadas falhas operacionais da instituição financeira, mas não quando o próprio usuário mandou o dinheiro para a pessoa errada.
No Pix enviado por engano, foi o usuário quem fez e confirmou a operação para um destinatário diferente do pretendido, sem caracterização automática de fraude. Em caso de suspeita de golpe, o cliente deve comunicar a instituição, que faz uma análise específica.
Segundo Newton Marques Júnior, essa avaliação pode considerar o método de autenticação usado, o comportamento do cliente e alertas e indicadores internos de risco. Também entram na análise uma eventual marcação de fraude ligada à chave do destinatário e dados de geolocalização da operação.
Cuidados para não errar o destino da transferência
Antes de confirmar, confira o nome do titular exibido ao digitar a chave, além do CPF ou CNPJ, da instituição, da chave e do valor. A ordem sugerida de checagem é destinatário, CPFCNPJ, instituição, chave Pix, valor e finalidade do pagamento.
Evite transferir com pressa, principalmente quando alguém cria uma situação de urgência, tática comum de golpistas. Sempre que possível, prefira chaves ou contatos já conhecidos e salvos. Também redobre a atenção com chaves recebidas por mensagens em aplicativos de terceiros.
Antes de fazer um segundo Pix, verifique se a tentativa anterior já foi processada, para não pagar em duplicidade. Revise também dados copiados da área de transferência, pois uma chave ou um valor errado pode ser colado sem querer. Se algo estiver diferente do esperado na tela de revisão, interrompa a operação e confirme os dados antes de seguir.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



