INSS reduz pedidos parados há mais de 45 dias com ajuda de inteligência artificial
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificou esforços para agilizar a concessão de benefícios mais antigos aos segurados brasileiros em um movimento focado na melhoria da experiência dos beneficiários e no controle financeiro público.
A estratégia principal concentrou-se justamente nos pedidos que estavam há muito tempo parados nas filas administrativas. Segundo dados do órgão, o número de pedidos com espera superior a 45 dias caiu de forma expressiva entre janeiro e junho deste ano.
Redução drástica de atrasos: foco inicial
No início do ano, 1,882 milhão de pedidos aguardavam análise havia mais de 45 dias. Até junho, a tramitação desses casos antigos melhorou significativamente.
Em junho, os pedidos que ultrapassavam esse prazo caíram para 555 mil. Essa redução demonstra o impacto direto das ações direcionadas à priorização desses processos acumulados no sistema administrativo da Previdência Social.
O papel tecnológico e a gestão documental
Além dessa reorganização processual focada nos prazos longínquos, houve também uma utilização intensa de inteligência artificial (IA) por parte do INSS durante a análise de documentos anexados aos requerimentos. Esse uso intensivo se mostrou um fator crucial na aceleração geral dos trâmites burocráticos em todo o período analisado.
Só em junho, 360 mil pedidos foram processados com a ajuda da tecnologia aplicada ao exame da documentação. Essa capacidade agiliza pagamentos e decisões e evita que recursos públicos sejam gastos com correção monetária por causa dos atrasos.
Desafios persistentes na fila de espera
Apesar do sucesso aparente em reduzir o acúmulo dos casos mais antigos, a gestão previdenciária ainda enfrenta desafios importantes. Há um volume considerável de pedidos que aguardam há menos de 45 dias, cerca de 825 mil, número que ficou estável nos meses analisados.
Adicionalmente, outro ponto que exige atenção é o aumento da quantidade de ‘pedidos em exigência’. São pedidos em que o próprio segurado precisa apresentar documentos complementares.
Esse grupo cresceu de forma preocupante e chegou a 451 mil no período. Antes, eram 379 mil processos nessa condição.
O INSS afirma que segue trabalhando para otimizar os fluxos e reduzir ainda mais o tempo médio de análise dos pedidos em todo o país.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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Redação Economia
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