INSS endurece regras do crédito consignado: o que muda para aposentados e pensionistas em 2026

Margem consignável cai de 45% para 40% em maio e deve chegar a 30% em 2031; prazo máximo sobe para 108 meses

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Foto: Reprodução

Mudanças no crédito consignado do INSS impactam aposentados e pensionistas

A Previdência Social (INSS) anunciou uma mudança significativa nas regras do crédito consignado, com implicações diretas para aposentados e pensionistas. A partir de maio de 2026, o valor máximo que pode ser comprometido da renda mensal com empréstimos será reduzido de 45% para 40%.

Essa medida representa um passo gradual, com a expectativa de atingir 30% em 2031.

O objetivo principal dessa alteração é conter o aumento do endividamento entre a população idosa no Brasil. Dados recentes mostram um crescimento alarmante de mais de 12% no número de aposentados e pensionistas com dívidas, muitas vezes contraídas através do crédito consignado.

Essa situação tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades.

Novas regras e benefícios

Além da redução da margem consignável, o governo implementou algumas mudanças que podem beneficiar os aposentados. O prazo máximo para pagamento das parcelas foi estendido de 96 para 108 meses, e também foi autorizado um período de carência de até 90 dias para o início dos pagamentos.

Outra alteração importante foi o fim dos cartões consignados e de benefício, que antes representavam até 10% da margem consignável. Essas mudanças visam garantir que os idosos não comprometam uma parcela excessiva de sua renda com dívidas, assegurando recursos para despesas essenciais.

Impacto e recomendações

Especialistas alertam que o endividamento excessivo pode ter consequências negativas para a saúde emocional e a qualidade de vida dos idosos. A nova diretriz do INSS busca evitar que aposentados se comprometam com dívidas que comprometam suas finanças.

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