Inpc registra deflação de 0,32% em agosto, após queda de 0,01% em julho

Índice recua mais que o esperado e reforça tendência de descompressão dos preços para famílias de menor renda.

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Alimentos e bebidas terão baixo impacto do tarifaço no varejo brasileiro | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta – feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio após uma queda de 0,01% no mês de julho, aprofundando o movimento de desaceleração dos preços para as famílias de menor renda.

Com o novo recuo, o indicador acumulou alta de 3,17% no ano. Já nos últimos doze meses, o INPC mostra elevação de 3,98%, uma leve desaceleração em relação à taxa de 4,10% registrada até julho. O índice é calculado pelo IBGE para medir a variação de preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, chefiadas por trabalhadores assalariados.

Queda nos preços alivia orçamento das famílias

A deflação de agosto representa um alívio para o bolso das famílias de menor poder aquisitivo, justamente o público – alvo do INPC. Diferente do IPCA, que mede a inflação para um leque mais amplo de rendimentos, o INPC foca nos gastos de quem ganha até cinco salários mínimos e tem chefe assalariado — grupo que sente mais fortemente as oscilações nos preços de itens básicos como alimentos e energia.

Comparação com o IPCA e cenário para o ano

O movimento do INPC em agosto acompanha, em parte, o que foi visto no IPCA, o índice oficial de inflação do país.

No acumulado de 2026, o INPC acumula alta de 3,17%, o que indica que, apesar da deflação recente, os preços ainda subiram no ano.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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