Inmet: El Niño de 2026 atinge 2,08 °C e fica a 0,07 °C do recorde de 1997

Anomalia na costa da América do Sul chega a 4,5 °C, e chances de “Super El Niño” atingem 95% para o fim do ano, segundo o Inmet.

14/10/2026 03:50

2 min

Super El Niño está em ação. Imagem ilustrativa
Super El Niño está em ação. Imagem ilustrativa

O El Niño de 2026 segue se intensificando e já registra marcas históricas de aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Em setembro, a temperatura na região central do oceano ficou 2,08 °C acima da média, o segundo maior valor para o mês desde 1950, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

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O recorde do mês ainda pertence a setembro de 1997, quando a anomalia foi de 2,15 °C. Já no monitoramento semanal de outubro, o indicador da região Niño ultrapassou os 2,4 °C acima da média, superando os números registrados em setembro de 1997.

Águas na costa da América do Sul batem recorde histórico

A análise do Inmet aponta outros marcos extremos. Na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5 °C acima do normal no fim de setembro. O valor é o segundo maior da série e ficou a apenas 0,1 °C do recorde absoluto, registrado em 1983.

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Na faixa central do Pacífico, a anomalia de temperatura chegou a 3,4 °C em outubro, atrás apenas do pico registrado em dezembro de 1982. Os dados indicam que as chances de um evento classificado como “Super El Niño” chegam a 95% para o fim do ano.

O que o fenômeno pode causar no Brasil

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. O fenômeno altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil.

A intensidade dos impactos, segundo meteorologistas, depende da força do episódio, da época do ano e das condições atmosféricas regionais. O monitoramento segue sendo feito pelo Inmet para acompanhar a evolução do fenômeno.

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