“Infelizmente, não posso conversar com vocês”, declarou Bolsonaro a jornalistas

Antigo presidente visitou a sede do PL nesta quarta-feira (23.jul) para conversar com apoiadores.

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Jair Bolsonaro afirmou que “infelizmente” não conseguiria dialogar com jornalistas ao deixar a sede do PL (Partido Liberal) nesta quarta-feira (23.jul). O ex-chefe do Executivo permaneceu na sede do partido reunido com aliados. Ele chegou à sede do PL por volta das 9h30, e partiu às 17h23.

“Não posso fazer nada”, declarou antes de entrar no carro que lhe aguardava na garagem. “Infelizmente não posso conversar com vocês, okay?”, repetiu.

Bolsonaro é o centro do PL ao se reunir com aliados, como o senador Magno Malta (PL-ES) e o líder do partido na Câmara, deputado Sônia Cabral (PL-RJ), nesta reportagem.

Alguns manifestantes esperavam pela saída de Bolsonaro do local. Ele se voltou para observar aqueles que o incentivavam, sorriu ao ouvir os gritos de “força presidente”, porém, não respondeu.

Desde sexta-feira passada, o ex-presidente está obrigado a usar tornozeleira eletrônica e permanecer em sua residência no período das 19h às 7h. Ele também está proibido de se comunicar com o filho, utilizar redes sociais e se aproximar de embaixadas.

De acordo com Moraes, que permitiu a viagem, Jair financiou a permanência do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o que, por sua vez, incentivou a interferência no Poder Judiciário brasileiro e a obstrução de uma investigação criminal.

Após os decretos de Moraes, Bolsonaro cancelou na segunda-feira (21.jul) uma entrevista que daria ao jornal Metrópoles. Contudo, realizou uma aparição pública no mesmo dia e conversou com jornalistas após participar de uma reunião do PL no Congresso. Apresentou a tornozeleira e afirmou que o dispositivo era um “símbolo de humilhação”.

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Diante da manifestação de Bolsonaro, Moraes determinou, na segunda-feira (21.jul.2025), que os advogados de Jair tivessem 24 horas para responder ao descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O ministro escreveu que o pronunciamento do ex-presidente foi feito para ser divulgado nas plataformas digitais.

O ministro Moraes alertou que, caso a defesa não apresente as explicações no prazo determinado, poderá decretar a prisão de Bolsonaro, com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal.

Em resposta enviada à Corte na terça-feira (22.jul), seus advogados afirmaram que o ex-presidente permanecerá em silêncio até que o Supremo esclareça a situação. Os advogados de Bolsonaro afirmam que ele não postou nas redes sociais e nem pediu que terceiros o fizessem. Argumentam ainda que a decisão anterior não detalhava se entrevistas poderiam ser enquadradas como descumprimento da ordem judicial. Por isso, pediram que Moraes esclareça os limites da proibição de uso das redes.

O documento afirma que o embargante [Bolsonaro] não fará nenhuma manifestação até que haja o esclarecimento apontado nos presentes embargos, em sinal de respeito à decisão da Suprema Corte.

O ministro Moraes poderá decidir ainda nesta quarta-feira (23.jul) se as justificativas apresentadas pela defesa de Bolsonaro são suficientes em face do possível descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

Fonte por: Poder 360