Inep confirma que não anulará questões do Enem 2025 após polêmica com estudante e WhatsApp

Inep confirma que não anulará questões do Enem 2025, apesar de polêmica envolvendo Edcley Teixeira e compartilhamento de perguntas em grupo de WhatsApp.

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Inep não anula questões do Enem 2025

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) declarou nesta terça-feira (25) que não haverá anulação de mais questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2025. A informação foi divulgada após a CNN Brasil solicitar esclarecimentos sobre a descoberta de que pelo menos duas perguntas do exame deste ano já haviam sido compartilhadas em um grupo de WhatsApp em março, oito meses antes da prova.

O Inep afirmou que a avaliação técnica da autarquia considera que a memorização parcial e aleatória entre as milhares de questões pré-testadas nos últimos anos não compromete a integridade do exame. Essa declaração se refere à participação de Edcley Teixeira, estudante de medicina, em pré-testes.

Questões semelhantes no Enem

Mensagens trocadas por Edcley em 14 de março mostram que ele compartilhou uma questão semelhante à que foi aplicada no Enem. O enunciado questionava sobre a adição de água a uma solução para alterar sua concentração. No exame, a pergunta era praticamente idêntica, e a resposta correta era 5 ml.

Outra questão identificada no material de Edcley envolvia probabilidade com lançamento de dados. O enunciado era igual ao aplicado no Enem 2025, e a alternativa correta, de acordo com o gabarito do Inep, era “125/216”. Em uma mensagem, Edcley sugeriu que essa resposta poderia ser marcada sem hesitação.

Polêmica e investigações

Essas questões se somam a outras controvérsias envolvendo o Inep, após Edcley ter divulgado, em uma live no YouTube, questões quase idênticas às do exame. Em entrevista ao “Fantástico”, ele afirmou que percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário utilizava questões que serviam como pré-teste do Enem.

Edcley teria criado um esquema para obter itens pré-testados, incentivando universitários a fazer a prova em troca de pequenas compensações financeiras. Ele reuniu esses relatos para formar um banco de questões, que utilizou em aulas e mentorias, além de comercializar parte desse conteúdo.

Posição da Polícia Federal

A Polícia Federal foi questionada sobre a inclusão dessas novas questões no inquérito e se as mensagens fazem parte do material obtido nos aparelhos apreendidos. Em nota, a PF informou que não se manifesta sobre investigações em andamento.

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