Índia pede fim de ataques a navios dos EUA após morte de marinheiros; o que está em jogo?

Índia solicita suspensão de ataques a navios dos EUA
A Índia fez um apelo aos Estados Unidos para que cessem os ataques a navios, nesta quinta-feira (11), após três incidentes envolvendo petroleiros com tripulação indiana durante esta semana. Um dos ataques resultou na morte de três marinheiros, marcando as primeiras fatalidades ligadas à navegação associada ao Irã desde 13 de abril, quando as forças americanas impediram a passagem de oito embarcações e forçaram mais de 100 a retornar.
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“Esses ataques precisam cessar”, afirmou Randhir Jaiswal, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, durante uma coletiva com repórteres. Ele também enfatizou a importância do diálogo e da diplomacia para restaurar rapidamente a paz e a estabilidade na região.
De acordo com Jaiswal, a Marinha dos EUA atacou três embarcações com tripulações indianas nesta semana, incluindo um ataque ocorrido nesta quinta-feira (11). O ministério convocou o encarregado de negócios dos EUA em Nova Délhi na quarta-feira (10) para expressar suas “profundas preocupações com os ataques em curso”, especialmente após o ataque ao petroleiro Settebello, ao largo de Omã, que resultou na morte de três marinheiros indianos.
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A embaixada dos EUA não se manifestou imediatamente sobre o assunto. Segundo informações, uma aeronave americana realizou um ataque de precisão na sala de máquinas do Settebello “depois que a tripulação repetidamente se recusou a cumprir as ordens das forças americanas”.
As autoridades afirmaram que o Settebello “violou o bloqueio em vigor ao tentar transportar petróleo do Irã”. A IOS Marine FZE, responsável pela administração do navio, negou as alegações de que teria desconsiderado avisos ou estivesse transportando petróleo iraniano, solicitando uma investigação internacional transparente sobre o caso.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
