Inca aponta que mulheres negras morrem 3,8 vezes mais de câncer de mama que brancas

Levantamento reúne 24 estudos de seis países e aponta diagnóstico tardio, menor acesso a exames e desigualdade de renda como fatores.

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Câncer de mama é o câncer que mais mata mulheres no Brasil | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Câncer de mama é o câncer que mais mata mulheres no Brasil | Fot...
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Um estudo do Inca (Instituto Nacional de Câncer), divulgado na terça-feira (27), aponta que a mortalidade por câncer de mama é cerca de 3,8 vezes maior entre mulheres negras do que entre brancas no Brasil.

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O material reúne resultados de 24 estudos feitos em seis países, incluindo o Brasil. Ele também identifica a porcentagem do aumento anual da mortalidade pela doença ao longo de entre 2000 e 2020, um período de 20 anos.

Acesso, diagnóstico tardio e renda entram na conta

Segundo a pesquisa “Disparidades raciais na incidência do Câncer de Mama”, a diferença está ligada a fatores como o acesso aos serviços de saúde, o diagnóstico tardio e as desigualdades socioeconômicas.

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O estudo defende que os sistemas de informação do país precisam registrar com mais qualidade os dados sobre cor ou “raça”. Esses registros, de acordo com a análise, são essenciais para entender como os subtipos moleculares do câncer de mama se distribuem entre grupos raciais e para aprofundar o conhecimento sobre as desigualdades na doença.

A incidência costuma ser menor entre mulheres negras, mas pretas e pardas são mais atingidas por tumores de comportamento agressivo, sobretudo o subtipo triplo-negativo. Nesse grupo, o diagnóstico tende a chegar em estágios avançados e em pessoas mais jovens.

Renata Maciel vê desigualdade no acesso a exames e tratamento

Segundo Renata Maciel, chefe da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca, as desigualdades raciais no acesso à saúde ajudam a explicar as diferenças nas taxas da doença.

“Historicamente, a população negra tem menos acesso aos serviços de saúde, menos acesso aos exames de detecção precoce e ao tratamento. O diagnóstico precoce tem uma importância fundamental”, afirmou a pesquisadora.

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Joyce descobriu o tumor aos 23 anos e relata a rotina de tratamento

Joyce Silva do Nascimento, paciente do Inca, identificou o câncer de mama aos 23 anos. Na época, ela notou que o mamilo estava invertido e tinha sangramentos diários.

Ela procurou atendimento ginecológico e fez exames, mas os primeiros resultados não apontaram a doença. Para ela, o diagnóstico só foi confirmado depois de uma nova análise da biópsia.

Depois disso, Joyce começou o tratamento no instituto pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Ela passou por uma mastectomia total, cirurgia que retira toda a mama, e não precisou fazer quimioterapia.

“É importante a mulher continuar o tratamento mesmo depois de uma negativa […] O câncer tem cura, sim. Não é uma negativa para você desistir de tudo da sua vida”, concluiu Joyce.

Brasil deve somar 78,6 mil novos casos até 2028

Entre as brasileiras, o câncer de mama é o tipo mais frequente, com cerca de 66,54 casos para cada 100 mil mulheres.

Pelas projeções do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o país deve registrar 78,6 mil novos casos até 2028. Isso representa 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

A doença tem a maior incidência no país, e as taxas mais altas, inclusive de mortalidade, aparecem nas regiões Sudeste e Sul. Os dados do estudo também mostram que mulheres negras com 50 anos ou mais fazem menos mamografia do que mulheres brancas da mesma faixa etária.

Com informações de CNN Brasil.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e conferido por checagens automáticas de fidelidade ao original. Como trabalhamos: Política editorial.

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