Imazon registra zero desmatamento em grande parte das Terras Indígenas na Amazônia em 2026

Imazon celebra zerar desmatamento em Terras Indígenas na Amazônia e impulsiona biodiversidade.

Aldeia Tupinikim de Comboios em Aracruz (ES).

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgou dados que apontam uma redução significativa dos índices em 2026 na região amazônica. No período compreendido entre agosto de 2025 e julho de 2026, o monitoramento revelou um cenário mais controlado para a proteção ambiental.

Segundo os cálculos apresentados pelo SADImazon, apenas 1,7% das áreas desmatadas no bioma foram registradas dentro de terras indígenas; além disso, impressionantes dessas reservas registraram zero casos de corte raso durante todo esse ciclo anual.

Desmate em Terras Indígenas (TI)

O total acumulado do período foi de uma área devastada que atingiu 2.702 km². No entanto, o impacto direto sobre territórios tradicionais e povos originários se manteve baixo: as perdas não ultrapassaram 46,96 km^2. Os dados indicam ainda um cenário positivo ao mostrar que a maior parte das áreas desmatadas ocorreu em parcelamentos menores ou inferiores a .

Apenas cerca de40\% dos territórios indígenas foram afetados por esse processo degradador nos últimos anos.

Principais locais com registro de perda. O Imazon ressaltou o papel crucial dessas reservas e seus habitantes na manutenção da biodiversidade amazônica. Segundo os números do instituto, as perdas mais expressivas ocorreram no caso [nome não especificado], área onde se registrou uma diminuição de 4,44 km².

Outros pontos que sofreram desmatamento incluem a TI Andirá – Marau (AMPA), atingida em 2,83 km^2, além das terras Porquinhos dos Canela – Apãnjekra, localizadas no Maranhão.

Unidades protegidas e estados afetados

O monitoramento também acompanhou o impacto nas unidades de conservação. Dentro dessas áreas mais preservadas da Amazônia Legal, houve um registro total do desmate equivalente à perda de do bioma inteiroum montante que somou 239,76 km². Entre as regiões com maior índice de perdas em UnICs estão a APA Triunfo do Xingu (PA), responsável por 90,87 km^2 perdidos.

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Em nível estadual geral, os três maiores polos atingidos foram Pará (818km^2), Mato Grosso e Amazonas (495km^2). A pesquisadora Manoela Athaide apontou uma tendência positiva: apesar dos estados figurarem entre aqueles historicamente mais desmatadores devido ao seu tamanho territorial imenso, todos apresentaram queda no volume comparado com o ano anterior. “Por possuírem os maiores territórios, esses estados estão com frequência entre os três que mais desmatam”, destacou a especialista do Imazon em suas considerações.

Tendências históricas de preservação

Olhando para um panorama maior e considerando toda série histórica iniciada desde 2007, este ciclo anual registrou índices significativamente menores na Amazônia nos últimos anos monitorados pelo SADImazon. A comparação direta mostra uma redução expressiva: se no período equivalente (agosto a julho) dos anos anteriores houve o registro de 3.503 km^2 desmatado, neste ano foi possível diminuir em até .

Além do corte raso, é importante notar que as áreas degradadasonde há prejuízo ao funcionamento ecossistêmico por fogo ou extração madeireira — também caíram drasticamente. De agosto de 2025 a julho de 2026, foram identificados apenas 2.577 km^2 nessa categoria; um valor muito abaixo da marca anterior.