Lula mantém os Correios sob controle público, sem privatização em novo governo

O presidente Lula descartou a possibilidade de privatizar os Correios em um eventual novo governo nesta quinta – feira (dia) 27, reafirmando o papel estratégico da estatal para todo o território nacional. Embora reconheça as profundas dificuldades financeiras que assolam a empresa pública federal nos últimos anos, ele defendeu veementemente sua importância histórica e social no Brasil.
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Segundo declarações feitas durante uma entrevista à TV Globo, mesmo diante das pressões por desestatização — algo recorrente desde pelo menos 1985 —, Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou como é vital manter Os Correios sob controle público.
Ele apontou ainda desafios de adaptação do serviço postal aos ritmos acelerados dos novos tempos comerciais.
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O papel estratégico em todos os municípios
Para o presidente, a relevância institucional transcende as questões financeiras momentâneas que assolam sua operação. O fato mais destacado foi justamente seu alcance geográfico: hoje, ninguém nega que esta estatal está presente e opera serviços essenciais nos cem por cento (100%) dos municípios brasileiros.
O presidente apontou também a necessidade urgente de modernização operacional que não teria ocorrido naturalmente sem intervenções estratégicas e ajustes profundos nos processos internos dos Correios. Segundo ele, os serviços postais enfrentaram o desafio crescente com o surgimento massivo de empresas especializadas exclusivamente na entrega rápida (delivery), fazendo com que Os Correios fiquem “na mesmice
Diante desse cenário competitivo acirrado — onde modelos logísticos privados se tornam cada vez mais sofisticados —, Lula garantiu que uma nova gestão está assumindo total responsabilidade por um processo rigoroso chamado enxugamento corporativo.
Plano para recuperar a liquidez até 2027
“É uma empresa muito importante para o Brasil,” afirmou Lula ao comentar sobre décadas de crises na companhia. Ele fez questão de ressaltar essa permanência no cenário nacional como um pilar fundamental da logística brasileira, algo difícil de ser substituído apenas pela lógica do mercado privado em todas as regiões. Desadaptação aos novos tempos exige enxugamento
Em termos práticos e financeiros, os desafios são gigantescos. Embora não dependa oficialmente do orçamento da União Federal apenas para funcionar diariamente, o balanço recente mostra dificuldades severas: desde ano de referência em 2022, acumulou prejuízos superiores aos dez bilhões (R 10 bi) reais.
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Para endereçar essa crise financeira complexa, Lula havia indicado no mês passado — setembroo economista Emmanoel Schmidt Rondon como novo presidente dos Correios na época.
Após assumir a presidência, Os Correios já apresentaram um plano detalhado que visa restabelecer rapidamente sua liquidez operacional. O objetivo é preparar e implementar completamente um modelo de negócios renovado com foco total nos resultados financeiros até o ano de partir de 2027.”,>O governo federal busca equilibrar esse tripé delicado entre manter os serviços públicos essenciais em todos os cantos do país enquanto garante uma operação lucrativa para sobreviver à concorrência moderna no setor logístico brasileiro.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



