Idaho adota fuzilamento como método principal após falha em injeção letal

Idaho adota pelotão de fuzilamento como método primário após falha em injeção letal, juntando-se a outros seis estados americanos.

Os pelotões de fuzilamento modernos usam cadeiras e capuzes pretos

O estado de Idaho adotou o pelotão de fuzilamento como método primário de execução de seus presos condenados à morte. A mudança ocorreu em julho, depois que uma tentativa de aplicar a injeção letal em Thomas Creech falhou. A decisão coloca Idaho em um grupo de sete estados americanos que autorizam o chamado “paredão” — e, pela primeira vez na história do país, há tantas jurisdições permitindo o método.

De acordo com o Death Penalty Information Center, o corredor da morte de Idaho tinha, em setembro de 2026, oito pessoas: sete homens e uma mulher. A escolha pelo pelotão de fuzilamento como primeira opção reflete a busca por um método que evite os problemas recorrentes da injeção letal.

Como funciona o pelotão de fuzilamento

O procedimento é parecido nos estados que o adotam: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul, Utah, Flórida e Tennessee. O condenado é amarrado a uma cadeira e tem a cabeça coberta por um capuz escuro. A identidade dos atiradores é mantida em sigilo — são três voluntários com mira treinada, selecionados pelas autoridades carcerárias.

Um alvo é posicionado sobre o ventrículo esquerdo do coração, a câmara que bombeia sangue para o cérebro. A ideia é que a perda de consciência e a morte ocorram o mais rápido possível. Na prática, porém, o processo nem sempre sai como planejado.

Em 2010, a execução de Ronnie Lee Gardner, em Utah, gerou controvérsia. Condenado por homicídio, ele permaneceu consciente e se movendo por vários minutos depois de receber tiros de seis oficiais. A autópsia mostrou que os disparos acertaram longe do coração — os pontos de entrada e saída das balas estavam desviados para a esquerda.

Erros de mira e questionamentos na Justiça

Mais recentemente, em 2025, uma execução na Carolina do Sul também demorou mais do que o esperado. O preso Mikal Mahdi, condenado pelo assassinato de um policial à paisana, continuou respirando e soltando exclamações de dor por mais de um minuto após ser atingido por três atiradores.

Uma testemunha da imprensa vinculada à Associated Press acompanhou o caso.

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A Defensoria Pública acusou os carrascos de terem errado o alvo de propósito, com a intenção de prolongar o sofrimento de Mahdi. O caso foi revisado pela Justiça do estado, que concluiu que a execução foi bem – sucedida, apesar dos erros de mira.

O episódio reacendeu o debate sobre a eficácia e a humanidade do método.